Documentário percorre feiras de Maringá para registrar cultura, sabores etransformações
Curta-metragem viabilizado pelo Fomento Aniceto Matti será filmado em cinco feiras de
Maringá a partir de abril e deve estrear em junho.
Por: assessoria de imprensa
As feiras livres fazem parte da paisagem urbana e da rotina de milhares de moradores de
Maringá. Mais do que espaços de compra e venda, esses ambientes reúnem histórias,
tradições familiares e formas de convivência que ajudam a moldar a identidade da cidade.
E é justamente esse universo que será retratado no novo documentário “O que se compra e
o que se vive: Narrativas das Feiras de Maringá”. A produção, que começa a ser rodada em
abril, percorrerá cinco feiras maringaenses para explorar a cultura, o consumo e as
transformações desses espaços ao longo do tempo. O lançamento está previsto para junho
deste ano.





A proposta do filme, um curta-metragem, é apresentar as feiras como territórios vivos da
cidade. Ao longo das gravações, a equipe pretende registrar o cotidiano de feirantes e
frequentadores, captar imagens dos produtos e das relações que se constroem entre
barracas, corredores e mesas improvisadas.
“Uma produção audiovisual que apresenta as feiras livres de Maringá como muito mais do
que espaços de consumo. O projeto busca revelar esses locais como territórios vivos onde
se entrelaçam produtos, convivências, sociabilidades, histórias, memórias e tradições,
evidenciando sua importância cultural, econômica e social para a cidade”, destacou Melissa
Sperandio, idealizadora, produtora executiva e roteirista do projeto.
O documentário também pretende contextualizar a presença histórica das feiras na cidade.
A narrativa explicará as diferenças entre as feiras livres tradicionais, as feiras orgânicas e as
chamadas feiras do produtor, cada uma com características próprias de produção,
comercialização e relação com os consumidores.
Mesmo com a grande variedade de produtos disponíveis, há um item que se tornou
praticamente um símbolo das feiras brasileiras: o pastel. Crocante, servido muitas vezes
acompanhado de caldo de cana, ele aparece como elemento cultural marcante no roteiro.
Ao mesmo tempo, o documentário também pretende explorar outras culinárias presentes
nas barracas, revelando a diversidade gastronômica que caracteriza esses espaços.
Atravessando gerações
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A produção também irá destacar as histórias familiares que atravessam gerações nas feiras
maringaenses. Muitos feirantes herdaram a atividade de pais e avós, mantendo tradições
que atravessam décadas. Nesse contexto, o filme dará atenção especial à presença
nipo-brasileira na produção hortifrutigranjeira da região, reconhecida pela forte contribuição
para o abastecimento e para o desenvolvimento agrícola local.
Além das tradições, o documentário pretende observar as mudanças no perfil do público e
nas formas de consumo. O crescimento de supermercados, aplicativos de entrega e novos
modelos de compra tem impactado a dinâmica das feiras. Diante desse cenário, feirantes
vêm buscando formas de adaptação, seja diversificando produtos, investindo em alimentos
preparados ou criando novas estratégias de relacionamento com os clientes.
Segundo Melissa Sperandio, o projeto busca registrar essas transformações sem perder de
vista o aspecto humano que sustenta a vida nas feiras.
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“A produção será realizada por meio de registros audiovisuais nas feiras, com entrevistas,
captação de imagens do cotidiano, dos produtos, das relações e das dinâmicas que
acontecem nesses espaços. O material resultará em um documentário sensível e
humanizado, conduzido a partir das vozes de quem vive e constrói as feiras diariamente”,
explicou.
Novos padrões
Ao longo do percurso pelas cinco feiras escolhidas, o filme também abordará um fenômeno
percebido por moradores e comerciantes: a diminuição ou enfraquecimento de algumas
feiras de bairro. Mudanças urbanas, novos hábitos de consumo e desafios econômicos têm
impactado a continuidade de certos pontos tradicionais da cidade.
Diante desse cenário, a proposta do documentário é também provocar reflexão sobre o
valor cultural e social desses espaços. Para a equipe responsável, registrar as feiras é, de
certa forma, preservar parte da memória coletiva de Maringá.
“Espera-se valorizar as feiras como patrimônios afetivos e culturais, dar visibilidade aos
feirantes e frequentadores, fortalecer o reconhecimento público desses espaços e contribuir
para a preservação de suas histórias e saberes. O projeto também pretende ampliar o olhar
da população sobre as feiras, destacando seu papel na construção da identidade
maringaense”, ressaltou Melissa.
Ficha técnica
● Melissa Sperandio — Produção executiva, roteiro e pesquisa (proponente)
● Mariana Parma — Pesquisa e roteiro.
● Thamlym Luiza Iruka Okuma Uehara — Pesquisa e roteiro.
● Guilherme Balhs — Direção.
● Josy Champion — Direção e edição.
● Beatriz Vida — Assistente de direção.
● André Renato — Direção de fotografia.
● Bruno Luis Donato — Operador de câmera.
● Lucas Zago — Assistente de produção.
● Vinicios de Brito — Making of (registro de bastidores).
● Izabela Bombo Gonçalves — Designer gráfico.
● Salut Captions – Soluções em Acessibilidade e Legendagem — Legendagem
descritiva e Libras.
● Victor Duarte Faria — Assessoria de imprensa.
Ação Cultural produzida com recursos de Incentivo à Cultura, Lei Municipal de
Maringá n 11899/2024 – Fomento Aniceto Matti.
Fotos: Mariana Kateivas/Assessoria de Imprensa



