O recado de Maringá a Cris Lauer, deputado estadual Fábio Oliveira e Deltan Dallagnol: combate à corrupção não é perseguição, é Justiça

Não se trata de perseguição política. Trata-se Trata-se de punir infração, de um ato lesivo aos cofres públicos, de uma conduta ímproba. A ex-vereadora Cris Lauer tentou criar uma narrativa de vítima, mas a verdade é clara: ela utilizou a máquina pública em benefício próprio, em atos já comprovados pela Justiça e reconhecidos pela Câmara de Maringá.
Na sessão extraordinária do dia 27, os vereadores decidiram, com 20 votos a favor e apenas 2 contrários, pela cassação de seu mandato por ato de improbidade administrativa. A decisão não foi política, foi moral, foi legal, foi necessária. E mostrou que Maringá não aceita desrespeito ao dinheiro público nem traição à confiança da população.
Poucos dias depois, a Justiça confirmou a gravidade da conduta. Cris Lauer foi condenada a devolver o dinheiro que desviou dos cofres públicos e a pagar uma multa de valor equivalente. O Ministério Público comprovou que ela usou serviços de seu gabinete em processos particulares durante o horário de expediente, obtendo, assim, vantagem indevida.
Maringá é feita de famílias de bem, que vivem do trabalho honesto e querem uma cidade justa, transparente e correta. Por isso, não tolera corrupção, mentiras ou tentativas de transformar crime em perseguição.
A postura do deputado estadual Fábio de Oliveira e o ex-deputado federal Deltan Dallagnol, que teve seu mandato cassado, levanta sérios questionamentos. Eles vêm a Maringá, uma cidade pela qual nunca trabalharam, buscando apoio político e, de forma surpreendente, defendem o uso questionável de dinheiro público. Esse comportamento contradiz frontalmente o discurso de combate à corrupção que ambos frequentemente adotam.
A incoerência se torna ainda mais evidente quando se olha para o histórico recente do próprio partido que representam. O Partido Novo em Maringá, que se vende como um bastião da ética, teve um candidato a deputado condenado a mais de 30 anos de prisão por assédio a pacientes. Para completar, a vereadora Cris Lauer, também da mesma sigla, teve seu mandato cassado por improbidade administrativa.
Em vez de criticar políticos de Maringá que prezam pela ética, talvez fosse mais produtivo para Fábio de Oliveira e Deltan Dallagnol olharem para dentro de sua própria casa. O Partido Novo de Maringá deveria focar em uma profunda reformulação de seus quadros, garantindo que os princípios de ética e integridade sejam aplicados de forma consistente, começando por sua própria base.
A mensagem está dada: em Maringá, quem desrespeita a lei responde por seus atos. Aqui, ética e responsabilidade sempre estarão acima de interesses pessoais.
O advogado Kim Rafael fala sobre o caso. Veja: