Aúdio inédito:“Topa Tudo por Dinheiro” de Ratinho Junior e Guto Silva não dá dinheiro, toma?
Novos áudios que circulam nos bastidores da política paranaense ampliam um cenário já sensível envolvendo o governo do Estado do Paraná. As gravações, ainda não periciadas, trazem alegações graves sobre um suposto esquema de arrecadação irregular de recursos eleitorais, conhecido como caixa dois, na campanha que elegeu Ratinho Junior.
De acordo com o conteúdo que acompanha os áudios, Guto Silva é citado como possível operador político do suposto esquema. A novidade é a inclusão de Rogério Pazzoto, ligado à Casa Civil do Governo do Estado, mencionado em conversa relacionada a Fábio de Souza Benedito.
Segundo a narrativa apresentada, o áudio é supostamente de Fábio de Souza Benedito, ex-gerente da Sanepar em Londrina, e descreve uma prática envolvendo cargos comissionados. De acordo com essa versão, servidores teriam feito doações e, mesmo assim, permanecido nos cargos, o que seria utilizado como argumento em pedido de retorno ao posto.
Trecho degravado do áudio
(fala supostamente atribuída ao interlocutor no áudio, conforme informado)
“Fábio, beleza? Tudo bem? Ó, eu só queria deixar você ciente aí que o meu advogado vai usar a planilha lá para solicitar meu retorno, tá? Como tem gente que fez doação e não foi mandado embora, seu nome está na planilha e vai usar como base isso aí, tá bom? Só para você ficar ciente, tá? E daí a gente tem provas de que todo mundo que fez doação e também não saiu, tá bom? Então só para te avisar aí, beleza? Para você ficar ciente.”
O trecho acima corresponde a degravação informal, feita a partir do áudio que circula em grupos políticos e jornalísticos. A gravação não passou por perícia técnica. A identidade das vozes, o contexto completo da conversa, a existência da planilha mencionada e a veracidade das afirmações dependem de confirmação oficial.
Caso se confirme que doações foram usadas como critério para permanência ou retorno a cargos, o episódio pode indicar uso indevido da estrutura administrativa com reflexos eleitorais. Em áudios anteriores, também é mencionado o nome do secretário de Saúde Beto Preto, o que amplia o alcance político das suspeitas.
Nenhuma das informações pode ser tratada como fato comprovado neste momento. A apuração exige perícia técnica, investigação independente e manifestação das autoridades competentes, como o Ministério Público e a Justiça Eleitoral.
O último áudio é de 2023, e não de 2021, como afirmou o governador em entrevista.


