Cela de Bolsonaro é maior que casas do programa Casa Fácil do governo Ratinho Junior

Cela de Bolsonaro é maior que casas do programa Casa Fácil do governo Ratinho Junior

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O debate público brasileiro atingiu um ponto curioso e revelador quando vieram à tona as dimensões da cela onde o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre custódia em Brasília. Com cerca de 54 metros quadrados de área interna, além de espaço externo e estrutura que inclui quarto, banheiro e cozinha, o local supera, em tamanho e conforto, a realidade habitacional de milhões de brasileiros.

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No Paraná, o programa Casa Fácil, do governo Ratinho Junior, entrega casas e apartamentos com aproximadamente 45 metros quadrados, considerados suficientes para abrigar famílias inteiras. São imóveis destinados a trabalhadores de baixa renda, muitas vezes com filhos, que ali constroem toda a sua vida. Trata-se do padrão oficial de moradia digna oferecido pelo Estado.

A comparação é inevitável e desconfortável.
A cela de um ex-presidente é maior do que a casa de milhares de cidadãos comuns.

Isso não é uma crítica ao direito de Bolsonaro à integridade física ou às garantias legais previstas para qualquer pessoa sob custódia do Estado. Essas garantias são inegociáveis em uma democracia. O ponto central é outro, a distorção de percepção.

Quando aliados e defensores tentam vender a narrativa de desconforto, perseguição ou condições desumanas, os números desmentem o discurso. Se 45 metros quadrados são suficientes para uma família viver, como 54 metros quadrados seriam incompatíveis para uma custódia temporária, ainda mais com estrutura diferenciada?

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O Brasil convive diariamente com realidades muito mais duras, como presídios superlotados, famílias vivendo em espaços improvisados e moradias sem saneamento básico. Diante desse cenário, transformar uma custódia privilegiada em símbolo de sofrimento soa, no mínimo, como falta de conexão com a realidade social do país.

O debate não é jurídico. É moral, político e social.
E ele expõe uma pergunta que precisa ser feita com franqueza:
quem define o que é desconforto no Brasil?

Talvez o maior incômodo não esteja na cela.
Mas no espelho que essa comparação impõe à sociedade e à política brasileira.

Redação O Diário de Maringá

Redação O Diário de Maringá

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