Nikolas Ferreira estaria, a cada dia, caminhando mais perto de ir para a Papuda?

Nikolas Ferreira estaria, a cada dia, caminhando mais perto de ir para a Papuda?

Nikolas Ferreira não está defendendo a democracia. Está explorando a desinformação.

Há uma diferença fundamental entre fazer oposição política e explorar deliberadamente a desinformação para ganhar engajamento, visibilidade e capital eleitoral. No caso do deputado Nikolas Ferreira, o histórico recente de publicações e discursos aponta menos para a defesa da liberdade e da democracia e mais para uma estratégia de autopromoção baseada em fake news, alarmismo e recortes distorcidos da realidade.

Não se trata de censurar opiniões. Trata-se de responsabilidade. Parlamentares possuem alcance, influência e dever público. Quando usam essas ferramentas para espalhar conteúdos contestados por checagens independentes, inflamando seguidores com narrativas sem lastro factual, o resultado não é debate. É ruído, radicalização e confusão.

Um padrão recorrente

Ao longo do mandato, o deputado acumulou episódios em que dados foram apresentados fora de contexto, gerando conclusões enganosas; narrativas conspiratórias foram amplificadas sem comprovação; e ataques a instituições vieram acompanhados de afirmações já desmentidas por agências de verificação.

Em comum, esses episódios renderam cliques, curtidas e manchetes, mas pouco contribuíram para esclarecer a sociedade. O método se repete. Lança-se a polêmica, mobiliza-se a base, colhe-se visibilidade e, quando confrontado, desloca-se o foco para a retórica de perseguição.

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Democracia exige verdade

Liberdade de expressão não é licença para desinformar. A democracia se sustenta na pluralidade com compromisso factual. Quando um representante eleito prefere a viralização à veracidade, ele enfraquece o próprio ambiente democrático que diz defender.

É legítimo discordar do governo, do Judiciário ou do Parlamento. O que não é legítimo é fabricar ou difundir falsidades para sustentar uma narrativa política. Isso cobra um preço institucional e pessoal.

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O risco da escalada

Persistir na estratégia da desinformação não traz apenas desgaste moral. Em um Estado de Direito, atos têm consequências. Dependendo do que Nikolas Ferreira fizer nessa caminhada, ao invés de contribuir para esclarecer fatos ou assumir responsabilidades políticas, ele pode acabar caminhando para responder judicialmente por seus próprios atos, fazendo companhia a aliados que hoje enfrentam graves problemas com a Justiça.

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A insistência em fake news, se caracterizada e comprovada, pode levar a responsabilizações. Transformar a política em espetáculo permanente pode conduzir alguns atores a caminhos indesejáveis, inclusive a responder por seus atos diante das instituições que insistem em atacar.

Um convite ao caminho correto

Se há um lado para o qual Nikolas Ferreira deveria caminhar, é o da verdade. Abandonar a tática da fake news, qualificar o debate, apresentar dados verificáveis e respeitar as instituições não enfraquece um político. Fortalece.

O Brasil precisa de representantes que enfrentem problemas reais com fatos, e não de influenciadores que exploram a mentira como atalho para likes. A democracia agradece quando a política volta a ser serviço público, e não palco de autopromoção.

A exemplo de Nikolas, há políticos que falam muito em Deus, mas que, infelizmente, no exercício do mandato, fazem coisas que até o diabo duvida.

Redação O Diário de Maringá

Redação O Diário de Maringá

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