Rede Massa: Se o patrão fala em rede nacional que vai sonegar impostos, os funcionários vão respeitar as leis de trânsito?
O episódio está longe de ser isolado. Em 18 de dezembro de 2025, o desrespeito à legislação de trânsito já havia sido registrado no mesmo local. Agora, em 5 de fevereiro de 2026, a irregularidade se repete. A reincidência afasta qualquer argumento de equívoco pontual e reforça a percepção de conduta consciente e reiterada, em desacordo com as regras que organizam o espaço público.
Na Avenida Brasil, no cruzamento com a Avenida Herval, um veículo plotado da Rádio Massa foi novamente flagrado estacionado sobre a faixa de canalização, área destinada exclusivamente à organização do tráfego e devidamente sinalizada. Em locais com essa configuração viária, não é permitido estacionar nem circular. Trata-se de uma norma clara, conhecida e aplicada de forma igual a todos os condutores.




Ainda assim, o veículo permaneceu no ponto por tempo suficiente para a instalação de dois wind banners, posicionados à frente e atrás da caminhonete. A estrutura montada elimina qualquer alegação de parada momentânea e evidencia uma ação planejada de divulgação, realizada em desacordo com a legislação.
A lei é objetiva. O Código de Trânsito Brasileiro enquadra o estacionamento sobre faixa de canalização como infração grave, conforme o artigo 181, inciso VIII, com previsão de multa, pontuação na Carteira Nacional de Habilitação e remoção do veículo. Essas áreas existem para garantir fluidez, visibilidade e segurança viária. Não são espaços publicitários nem podem ser apropriadas por interesses comerciais.
O caso impõe um questionamento inevitável. Se uma emissora vinculada à família do governador ignora regras elementares de trânsito, com que legitimidade se exige do cidadão comum o cumprimento da lei? Quando condutas desse tipo são relativizadas, o discurso contra a fiscalização perde credibilidade e se aproxima da hipocrisia. O respeito às normas começa pelo exemplo e, neste episódio, o exemplo transmitido à sociedade foi exatamente o oposto.


