Discussão sobre IPTU termina em violência: cliente relata que teve o nariz quebrado após conflito com Imobiliária Facilita
Um novo relato envolvendo a Facilita Ingá Soluções Imobiliárias LTDA reforça a sequência de denúncias que vêm sendo apuradas pelo O Diário de Maringá. Desta vez, o caso envolve a retenção de valores destinados ao pagamento de IPTU e uma suposta agressão física dentro da própria imobiliária.
A suposta vítima, Hernani Martins Gomes, afirma que intermediava a venda de um terreno pertencente à sua mãe, localizado no município de Mandaguaçu, quando foi orientado pela imobiliária a transferir valores referentes a débitos de IPTU para a conta da empresa.
Segundo Hernani, o valor de R$ 2.598,00 foi depositado na conta da Facilita para quitação dos impostos dos anos de 2022, 2023 e 2024. A promessa era de que o montante seria repassado à Prefeitura de Mandaguaçu.
“Eles disseram para passar o dinheiro do IPTU direto para a conta da Facilita. Fizemos isso confiando que o pagamento seria feito”, relatou.
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IPTU não foi pago e imóvel entrou em execução
Com o passar do tempo, Hernani afirma que passou a cobrar os comprovantes de pagamento, mas encontrou dificuldades para obtê-los. Diante da repercussão de outras denúncias contra a imobiliária, decidiu verificar diretamente na prefeitura a situação do débito.
O contato foi feito com a servidora municipal Mônica Nogato, que confirmou que nenhum valor havia sido quitado. Para surpresa da família, o imóvel já estava em processo de execução fiscal, com cobrança judicial em andamento.
“Achávamos que estava tudo resolvido, mas descobrimos que nada foi pago. A dívida hoje já passa de R$ 4 mil, somando IPTU, custas judiciais, fórum e honorários advocatícios”, explicou.
Confronto na imobiliária e acusações
Diante da situação, Hernani foi até a sede da imobiliária para tentar resolver o impasse diretamente com o proprietário, Leonardo da Silva Thiele. Segundo ele, o encontro foi marcado por tensão, falta de disposição para solucionar o problema e transferência de responsabilidades.

“Tudo era culpa da equipe, nunca da empresa. Ele desconversa, joga a responsabilidade para terceiros ou para o próprio cliente”, afirmou.
Hernani também rebate acusações feitas pelo empresário, que teria alegado à imprensa que ele estaria alcoolizado no momento da discussão.
“Sou cristão, adventista, não tenho hábito de beber. Nunca estive bêbado. Se for preciso, faço exame e torno público”, declarou.
Agressão registrada por câmeras
O caso ganhou contornos ainda mais graves quando, segundo a vítima, a discussão terminou em agressão física dentro da imobiliária.
“Ele me deu um soco no rosto. Fui pego desprevenido. As câmeras da própria empresa registraram tudo”, relatou.
Hernani procurou atendimento médico na UPA e afirma ter recebido diagnóstico de fratura no nariz, além de dores na mandíbula, nos dentes e no rosto, fazendo uso de medicação para controle da dor.
“Nunca imaginei que um conflito sobre pagamento, que poderia ser resolvido com documentos, terminaria em violência física dentro de uma imobiliária”, disse.
Caso se soma a outros relatos
O O Diário de Maringá já reúne diversos relatos semelhantes envolvendo a Facilita Ingá Soluções Imobiliárias, com denúncias de retenção de valores, ausência de repasses, dificuldades na prestação de contas e, agora, alegações de agressão.
A reportagem ressalta que todos os citados têm direito ao contraditório e à ampla defesa, e o espaço permanece aberto para manifestação da empresa e de seus representantes.


