“Valores estão na casa dos milhões”, diz delegado sobre denúncias envolvendo a Imobiliária Facilita

“Valores estão na casa dos milhões”, diz delegado sobre denúncias envolvendo a Imobiliária Facilita

A Polícia Civil do Paraná investiga uma série de denúncias envolvendo uma imobiliária que estaria, em tese, aplicando diferentes tipos de golpes em Maringá. O caso é conduzido pela Delegacia de Estelionato da 9ª Subdivisão Policial (9ª SDP) e já reúne, até o momento, dez boletins de ocorrência formalizados, segundo confirmou o delegado Fernando Garbeline, em entrevista ao O Diário de Maringá.

De acordo com o delegado, as investigações tiveram início no começo de 2026, mas foram intensificadas nas últimas semanas, após um aumento significativo no número de pessoas que procuraram a polícia relatando prejuízos financeiros.

“Hoje nós temos dez boletins de ocorrência registrados. Quase todas essas pessoas já foram ouvidas e, pela forma como os fatos vêm sendo descritos, acreditamos que outros registros ainda devam surgir”, afirmou Garbelini.

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Polícia acredita que número de vítimas seja maior

Segundo a Polícia Civil, há indícios de que o número de vítimas seja superior ao já registrado oficialmente. Algumas pessoas ouvidas durante a investigação relataram conhecer outras possíveis vítimas que ainda não formalizaram denúncia.

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“A gente acredita que algumas pessoas estejam tentando resolver diretamente com o investigado antes de fazer o registro”, explicou o delegado.

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Diferentes modalidades de fraude são apuradas

Conforme detalhado pela Delegacia de Estelionato, as denúncias não se restringem a um único tipo de crime. A imobiliária teria sido utilizada, em tese, como instrumento para quatro modalidades principais de irregularidades:

  • Apropriação indébita de valores de aluguel: proprietários relataram que os valores pagos por inquilinos eram recebidos pela imobiliária, mas não repassados aos donos dos imóveis.
  • Suposto estelionato envolvendo investimentos imobiliários: vítimas afirmam que o investigado captava recursos prometendo aplicar na compra de imóveis, oferecendo rendimentos muito acima do mercado, sem devolver o capital investido nem os supostos lucros.
  • Negociações imobiliárias sem repasse ao vendedor: compradores teriam feito pagamentos diretamente à imobiliária, que não teria transferido os valores aos proprietários dos imóveis.
  • Cobranças para supostas facilidades em cartórios e impostos: há relatos de pessoas que teriam pago valores para despesas cartorárias e tributos que não teriam sido quitados.

“São situações diferentes. Em alguns casos, de início, a conduta se enquadraria como apropriação indébita; em outros, como estelionato”, explicou Garbelini.

Investigação aponta atuação em outros estados

A Polícia Civil também apura se as supostas práticas ocorreram fora de Maringá. Segundo o delegado, o investigado não é natural do Paraná e há registros semelhantes no Mato Grosso do Sul, além de boletins de ocorrência em outras cidades paranaenses envolvendo a mesma imobiliária.

“Isso indica que podem existir outras vítimas, inclusive em outros estados”, afirmou.

Prejuízo pode chegar à casa dos milhões

Embora a polícia ainda não tenha finalizado a soma dos valores envolvidos, a estimativa preliminar aponta para um montante elevado.

“É na casa de milhões. Ainda estamos ouvindo as pessoas para entender a dimensão total e o número exato de vítimas”, disse o delegado.

Orientação às vítimas

A Polícia Civil orienta que qualquer pessoa que tenha passado por situação semelhante procure a Delegacia de Estelionato para registrar ocorrência. O boletim pode ser feito tanto presencialmente quanto pelo sistema online da Polícia Civil do Paraná, mas, segundo Garbelini, o comparecimento à delegacia pode agilizar o atendimento.

A investigação segue em andamento, e novos desdobramentos são aguardados nos próximos dias.

Redação O Diário de Maringá

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