Restaurantes e aplicativos de comida terão que informar se alimentos contêm glúten e lactose em Maringá

Restaurantes e aplicativos de comida terão que informar se alimentos contêm glúten e lactose em Maringá


A Câmara Municipal de Maringá aprovou em primeira discussão um projeto de lei que muda a forma como a cidade consome alimentos. Restaurantes, lanchonetes, padarias, supermercados e aplicativos de entrega como iFood e Aiqfome passarão a ser obrigados a informar claramente se os produtos contêm ou não glúten e lactose.

Eleição na Maria do Ingá

A proposta é de autoria do vereador Luiz Neto e vale tanto para estabelecimentos físicos quanto para vendas feitas por aplicativos, redes sociais, sites e plataformas digitais. A informação deverá estar visível em cardápios, rótulos, vitrines virtuais e descrições dos produtos.

Na prática, isso significa mais transparência e segurança para o consumidor.

“É uma medida simples, mas necessária. Informação clara evita riscos à saúde e garante o direito de escolha das pessoas”, destacou Luiz Neto.

Uma lei construída a partir da escuta

O vereador ressaltou que o projeto foi elaborado a partir do diálogo com a população. Luiz Neto explicou que faz parte do grupo de pessoas que convivem com a doença celíaca, o que lhe permitiu compreender de perto os desafios enfrentados diariamente por quem possui restrições alimentares. Segundo ele, a proposta também foi construída ouvindo diversas pessoas na mesma condição, além de familiares e consumidores com intolerâncias e alergias alimentares.

“Quem vive essa realidade sabe o quanto é difícil pedir comida por aplicativo ou comer fora sem informações claras. Esse projeto nasceu da escuta e da necessidade real de milhares de maringaenses”, afirmou.

A doença celíaca é uma condição autoimune em que o consumo de glúten provoca inflamação no intestino delgado, podendo causar dores abdominais, diarreia, anemia, deficiência de nutrientes e outras complicações quando não há controle adequado da alimentação. Já a ingestão de lactose por pessoas intolerantes pode provocar desconforto gastrointestinal intenso e prejuízos à qualidade de vida.

Verão Maior ou Guto Palooza?

Verão Maior ou Guto Palooza?

O que muda para restaurantes e aplicativos

Pela proposta:
• Todo alimento deverá indicar se “contém” ou “não contém glúten”;
• Também será obrigatória a informação sobre a presença ou ausência de lactose;
• Em caso de dúvida, o fornecedor deverá informar a possibilidade de conter traços.

A lei se aplica desde grandes estabelecimentos até produtores artesanais, microempreendedores e vendedores que atuam exclusivamente pela internet.

Mais informação, mais segurança

Para o autor do projeto, a aprovação em primeira discussão representa um avanço importante na proteção do consumidor e na promoção da saúde pública em Maringá.

“Não se trata de burocracia, mas de cuidado com as pessoas. É uma medida de respeito, inclusão e responsabilidade com a saúde da nossa população”, reforçou Luiz Neto.

O projeto segue agora para as próximas etapas de tramitação na Câmara Municipal. Se aprovado em definitivo, o Poder Executivo poderá regulamentar a lei, inclusive com ações educativas para orientar comerciantes e consumidores.

Em Maringá, transparência na informação alimentar é também uma política de saúde.

Redação O Diário de Maringá

Redação O Diário de Maringá

Notícias de Maringá e região em primeira mão com responsabilidade e ética

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *