Milhões para terceirizar a limpeza e buracos seguem nas ruas: o que está acontecendo em Santo Inácio?

Milhões para terceirizar a limpeza e buracos seguem nas ruas: o que está acontecendo em Santo Inácio?

Não dá para ficar de braços cruzados: milhões na limpeza, buracos nas ruas e perguntas sem resposta

A Prefeitura de Santo Inácio avança com uma licitação que chama atenção não apenas pelo objeto, mas pelo valor total envolvido. O contrato de terceirização dos serviços de limpeza urbana, conservação de áreas públicas e apoio operacional soma R$ 3.540.906,00 em apenas 12 meses. Um gasto expressivo para atividades básicas, permanentes e historicamente executadas por servidores próprios.

O detalhe que agrava o debate é conhecido pela população: a prefeitura realizou concurso público recente e chamou pessoas para trabalhar em diversas áreas. Diante disso, a pergunta é inevitável e precisa ser respondida pela prefeita Geny Violato(PSD): os servidores concursados não estão dando conta de limpar a cidade? Se não estão, por quê? Falta gestão, equipamentos, planejamento ou priorização?

A terceirização, além de inédita em gestões anteriores, custa mais de R$ 300 mil por mês. Dinheiro público que poderia fortalecer a estrutura própria do município, reduzir dependência de empresas privadas e gerar economia no médio e longo prazo. Terceirizar o essencial pode até ser legal, mas não é automaticamente inteligente nem econômica.

Enquanto isso, a realidade das ruas salta aos olhos. Santo Inácio segue com muitos buracos, vias deterioradas e reclamações constantes. O próprio Governo do Estado, comandado por Ratinho Junior, tem repetido que liberou asfalto para todo o Paraná. Se o recurso estadual existe, o problema não parece ser falta de apoio do Estado. E, considerando que Santo Inácio está entre as cidades da AMUSEP com maior arrecadação per capita, também não parece ser falta de caixa da prefeitura.

Então, o que está acontecendo, prefeita?

A equação não fecha quando:

  • há dinheiro em caixa,
  • há servidores concursados,
  • há promessa de asfalto no Estado,
  • mas sobram buracos nas ruas e milhões são direcionados para terceirizar o básico.

Somam-se a isso informações que circulam nos bastidores sobre uma possível negociação imobiliária envolvendo um terreno de quase quatro mil metros quadrados, comprado recentemente por cerca de R$ 400 mil e que, segundo relatos, poderia ser adquirido pela prefeitura por R$ 1,2 milhão apenas 60 dias depois. Se confirmada, a valorização de 300% em dois meses exigirá explicações técnicas robustas, laudos independentes e total transparência.

Não se faz acusação. Faz-se questionamento público, que é dever do jornalismo e obrigação do Poder Legislativo. A Câmara Municipal precisa ficar de olho, acompanhar essa licitação, fiscalizar cada etapa e cobrar resultados concretos.

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E a pergunta que o cidadão faz, com ironia e preocupação, permanece: será que agora a cidade vai ficar limpa? Porque, se a sujeira continuar nas ruas e os buracos permanecerem, o risco é que apenas os recursos públicos estejam sendo “limpos” do caixa municipal.

O dinheiro existe. O concurso foi feito. O asfalto foi anunciado.
Faltam respostas, prioridades e resultados.

O O Diário de Maringá permanece à disposição para publicar, de forma integral, qualquer esclarecimento da Prefeitura de Santo Inácio, da prefeita Geny Violato, do Governo do Estado ou da Câmara Municipal sobre a licitação da limpeza urbana, a situação do asfalto e eventuais negociações envolvendo recursos públicos.

Redação O Diário de Maringá

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