Ex-funcinário da Sanepar denuncia suposta contaminação da água em Ponta Grossa e critica atuação da Sanepar

Ex-funcinário da Sanepar  denuncia suposta contaminação da água em Ponta Grossa e critica atuação da Sanepar

Glauberson Rocha afirma que situação é semelhante a episódios registrados em Guarapuava e cobra providências das autoridades estaduais.

O suplente de vereador de Guarapuava, ex-funcionário da Sanepar, líder comunitário e diretor de Assuntos Comunitários da UGAM, Glauberson Rocha, voltou a fazer críticas públicas à Sanepar ao comentar relatos sobre a suposta presença de larvas e microrganismos na água distribuída em Ponta Grossa.

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Em declaração, Glauberson afirmou estar “estarrecido” com a situação e comparou o caso a problemas registrados em Guarapuava em 2024, quando moradores relataram água com odor e coloração alterada. Segundo ele, na ocasião, chegou a mostrar imagens da água que estaria chegando às torneiras da população.

O suplente relatou que, na época, questionou um técnico responsável pelo tratamento de água em Guarapuava, identificado pelas iniciais D. E. G., sobre a presença de larvas em reservatórios. De acordo com Glauberson, o profissional teria gravado um vídeo dentro de um reservatório onde apareceriam microrganismos, mas não teria disponibilizado o material para que fosse anexado a um processo.

Ainda segundo o líder comunitário, em junho de 2023 ele levou demandas relacionadas ao abastecimento de água de Guarapuava e Ponta Grossa à diretoria da Sanepar. Ele afirma que os problemas relatados por ele à época acabaram se confirmando posteriormente.

Glauberson também criticou a gestão da diretoria de operações da companhia, afirmando que há falhas recorrentes no sistema de abastecimento em diferentes municípios do Paraná, incluindo Guarapuava, Ponta Grossa, Curitiba e cidades do litoral, citando casos de falta de água e alterações na qualidade do fornecimento.

Em sua fala, o suplente afirmou que o técnico teria explicado que as larvas poderiam se desenvolver nos reservatórios a partir da presença de dejetos de animais de sangue quente na água captada e que, segundo ele, os produtos químicos utilizados no tratamento não seriam suficientes para eliminar completamente esses organismos.

O líder comunitário também declarou que, após levar as denúncias à diretoria da empresa, teria sofrido retaliações, incluindo a perda de seu emprego, o que classifica como “denúncia forjada”. Ele afirma ainda ter obtido decisões favoráveis na Justiça em duas instâncias, com negativa de recurso na terceira.

Ao final, Glauberson cobrou atuação dos deputados estaduais para que investiguem a diretoria da Sanepar, especialmente o setor de operações, e pediu a revogação de atos que, segundo ele, teriam sido cometidos injustamente contra sua pessoa. Ele também defende que os responsáveis por eventuais irregularidades sejam punidos.

Redação O Diário de Maringá

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