Projeto de Majô para diagnóstico precoce de doenças raras é aprovado por unanimidade na Câmara
A Câmara Municipal de Maringá aprovou, nesta quinta-feira (12), em primeira votação, o Projeto de Lei nº 17.480/2025, de autoria da vereadora e presidente da Casa, Majô Capdeboscq, que institui diretrizes para a capacitação de servidores da rede pública municipal de saúde com foco no diagnóstico precoce de doenças raras.
A proposta foi aprovada por unanimidade, com 20 votos favoráveis e nenhum contrário, demonstrando amplo consenso entre os parlamentares.
A votação ocorreu durante o Fevereiro Lilás, mês dedicado à conscientização sobre as doenças raras. Ao defender o projeto na tribuna, a vereadora destacou a urgência do tema e o impacto humano causado pela demora no diagnóstico.
“Existem batalhas silenciosas acontecendo dentro das nossas casas, e muitas começam com a falta de um diagnóstico. O maior sofrimento, muitas vezes, não é a doença, é a demora para descobrir o que se tem. Diagnosticar cedo evita erros, reduz custos, diminui a angústia das famílias e salva tempo. E, em doenças raras, tempo é vida”, afirmou Majô.
Durante o pronunciamento, a parlamentar prestou homenagem a Pedro Mendes, servidor da Câmara Municipal e ativista portador de uma síndrome rara, que procurou diretamente a equipe da vereadora para tratar do tema. A partir desse encontro, o projeto foi estruturado e levado ao plenário.
“Projetos como este nascem de pessoas que vivem na pele o que querem transformar na lei”, declarou.
Majô também destacou a atuação da deputada estadual Maria Victoria, ressaltando seu trabalho em defesa de políticas públicas voltadas às doenças raras e sua contribuição na construção de ações que impactam pacientes e famílias em todo o Paraná.
O projeto contempla médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais e demais profissionais da rede municipal de saúde. Entre as diretrizes estabelecidas estão a realização de cursos e eventos de capacitação, a promoção da escuta ativa no atendimento, a difusão de informações sobre testes genéticos e a humanização no cuidado aos pacientes com doenças raras.
A proposta ainda passará por segunda votação antes de seguir para sanção do Poder Executivo.



