Tito Barichello, Cristina Graeml e Delegada Tathiana promovem ato em rodovia e geram alerta de risco

Tito Barichello, Cristina Graeml e Delegada Tathiana promovem ato em rodovia e geram alerta de risco

A democracia garante o direito de manifestação. Isso é inegociável. Mas democracia também exige responsabilidade. E quando uma mobilização política escolhe como cenário rodovias estaduais e federais, o debate deixa de ser apenas ideológico e passa a ser, sobretudo, uma questão de segurança pública.

A caminhada anunciada pelo deputado estadual Tito Barichello, cruzando o Litoral do Paraná, percorre trechos conhecidos pela complexidade viária. A travessia entre Guaratuba e Matinhos, o deslocamento por áreas de fluxo intenso em Paranaguá, e principalmente a subida da histórica Serra da Graciosa, não são passeios em calçadões à beira-mar. São trechos que exigem atenção redobrada até de motoristas experientes.

Rodovias são ambientes de alta velocidade, tráfego pesado, curvas fechadas e, muitas vezes, acostamentos estreitos ou inexistentes. Inserir grupos organizados caminhando nesses espaços amplia riscos reais: atropelamentos, colisões, congestionamentos e acidentes em cadeia. Não se trata de alarmismo, mas de estatística e bom senso.

O momento também pesa. O litoral paranaense convive com desafios históricos de mobilidade. Em determinadas épocas, o fluxo aumenta consideravelmente. Qualquer interferência não planejada pode comprometer não apenas a segurança dos participantes, mas de famílias, trabalhadores, turistas e profissionais que dependem da via para circular.

O direito de se manifestar não elimina o dever de preservar vidas. Organizar atos em áreas urbanas controladas é diferente de ocupar margens de rodovias sinuosas. A política não pode se sobrepor à prudência.

Quando uma liderança pública escolhe transformar a estrada em palco simbólico, assume também a responsabilidade moral por qualquer consequência. E em rodovia, diferente do discurso, o erro não permite edição posterior.

Democracia é voz. Mas também é cuidado. E cuidado, nesse caso, pode significar simplesmente escolher o lugar certo para fazer política.

Redação O Diário de Maringá

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