Engajamento determina estratégias didáticas em cursos online
Um dos primeiros passos durante a trajetória de capacitação profissional é a busca por cursos ou formações técnicas. Até mesmo já atuante na profissão, um colaborador tem potencial para continuar seus estudos através de cursos desenvolvidos e oferecidos pela própria empresa ou, igualmente, cursos livres disponíveis em plataformas digitais.
A tendência é observada no Brasil por pesquisas do setor. Dados noticiados pelo portal RH Pra Você atestam que mais de 80% dos brasileiros optam por cursos on-line, de curta duração, quando o foco é se preparar para o mercado de trabalho.
Em um recorte específico para formações superiores, o Censo da Educação Superior 2024, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e divulgados pela Agência Brasil, mostram que as matrículas em EaD representam 50,7% do total de inscritos na graduação e cresceram 5,6% entre 2023 e 2024, enquanto as matrículas em cursos presenciais caíram 0,5% no mesmo período.
Cíntia Costa, Gerente de Projetos da Designa, empresa especializada em desenvolvimentos de projetos de cursos on-line, avalia o cenário brasileiro do segmento e atribui a alta demanda dos brasileiros pela modalidade à praticidade e acessibilidade.
"Muitas pessoas viram os cursos online como uma oportunidade para ter uma formação profissional ou mesmo buscar capacitações pontuais em cursos livres para o empreendedorismo. Atualmente, muitas pessoas que conhecemos já fizeram ao menos um curso online nos últimos anos. Além disso, as empresas cada vez mais adaptam suas capacitações internas de colaboradores para o formato on-line, considerando o controle das informações e cultura organizacional.", comenta Costa.
Estratégias didáticas
Nesse contexto de grande adesão ao formado de educação online, surge a necessidade de aplicação das técnicas de Design Instrucional (DI). Cíntia explica que, primeiro, um bom DI analisa o perfil do cursista, para só então determinar as melhores estratégias didáticas para aquele curso específico.
Gamificação, simulações, estudos de caso, sala de aula invertida, microlearning, macrolearning e aprendizagem híbrida são algumas possibilidades para o espaço de e-learning.
"Definir qual estratégia usar vai depender para quem o curso é destinado. O que vemos, atualmente, como uma tendência forte é a inteligência artificial (IA) para personalização dos conteúdos." observa. De fato, o uso de IA vem se consolidando no ambiente educacional em diversas esferas. No Ensino Médio regular, por exemplo, dados obtidos pelo Observatório Fundação Itaú estimam que 84% dos alunos e 79% dos professores já utilizaram ferramentas como ChatGPT, Copilot e Gemini para atividades e pesquisas.
"O ensino híbrido e o uso de IA para a personalização de conteúdos devem ganhar ainda mais força nos próximos anos, junto ao planejamento de cursos que considerem o desenvolvimento socioemocional dos estudantes, ampliem a interação entre eles e priorizem experiências de aprendizagem imersivas." enfatiza a gerente de projetos da Designa.
Mesmo diante da inovação, a especialista alerta que o uso de tecnologias aplicadas à educação e formação técnica deve ser planejado, com reflexão didática e foco principal no engajamento dos estudantes.
Para saber como o Design Instrucional pode fazer parte da criação de cursos online, basta acessar: designadi.com.br/



