Antes de colocar sua família na lata de conserva, lembre-se: a condenação de Jesus Cristo foi articulada pelos conservadores da época
Se formos fiéis ao texto bíblico, é preciso dizer com clareza: a articulação que levou Jesus à cruz começou dentro do núcleo religioso conservador da época.
Os Evangelhos registram que a iniciativa não partiu de Roma, nem da multidão. Partiu das lideranças religiosas que defendiam rigorosamente a tradição e a Lei de Moisés.
Em Evangelho de Mateus 26:3-4, está escrito que “os principais sacerdotes, os escribas e os anciãos do povo” se reuniram para prender Jesus com dolo e matá-lo. Esse grupo representava o centro do poder religioso conservador.
Em Evangelho de Marcos 14:1, o texto reforça que principais sacerdotes e escribas buscavam uma forma de prendê-lo e matá-lo. Não foi um impulso popular. Foi uma decisão estratégica das autoridades religiosas.
Em Evangelho de João 11:47-53, fariseus e principais sacerdotes reúnem o conselho e concluem que Jesus precisava morrer para evitar instabilidade. A preocupação era manter o sistema. Preservar a estrutura. Proteger a posição institucional.
No julgamento religioso, a sentença já estava definida. Em Evangelho de Mateus 26:65-66, o sumo sacerdote declara que Jesus é “réu de morte” por blasfêmia. Antes de qualquer autoridade romana se pronunciar, o núcleo religioso conservador já havia condenado.
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Somente depois disso Jesus é entregue ao poder romano. Em Evangelho de João 18:28, Ele é levado da casa de Caifás ao pretório. Quem autoriza a execução é Pôncio Pilatos (Mateus 27:26), representante do Estado.
A execução foi romana. Mas a acusação, a decisão religiosa e a condução do processo nasceram dentro do sistema religioso tradicional.
O livro de Atos dos Apóstolos 3:13-15 reafirma que o povo e suas autoridades negaram o Santo e pediram a libertação de um homicida. Em Atos 4:27, Pedro amplia a responsabilidade para governantes e povo. Ainda assim, o ponto inicial permanece claro nos Evangelhos.
Portanto, fundamentando-se nos textos bíblicos, é correto afirmar que a participação das lideranças religiosas conservadoras da época foi fundamental e determinante no processo que levou à crucificação de Jesus. Elas iniciaram a articulação, formularam a acusação, conduziram o julgamento religioso e entregaram Jesus ao poder político.
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Essa conclusão não é ideológica. É resultado direto da leitura dos versículos.
Obs.: A arte da manchete não foi feita por nossa redação. Inclusive, contém erros de escrita. Trata-se de uma cópia fiel de uma postagem do vereador Guilherme Machado, que utilizamos apenas para ilustrar o nosso editorial. Ao utilizar o arco-íris na arte, vários internautas disseram que, pelo menos, o vereador é desprovido de preconceito.



