Terreno na Avenida Alziro Zarur vira foco de queimadas e revolta moradores
Moradores da região da Avenida Alziro Zarur, em Maringá, voltam a denunciar um problema que se arrasta há meses e que, nesta terça-feira, 18 de fevereiro de 2026, voltou a se repetir: queimadas frequentes em um terreno de grande extensão que, segundo informações da vizinhança, pertence à construtora Itaocara.
O cenário é sempre o mesmo. Fumaça intensa, cheiro forte, fios sendo queimados, risco de incêndio fora de controle e, principalmente, prejuízo direto à saúde pública. Crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios são os primeiros a sofrer. A cada nova queimada, aumenta a sensação de abandono e de impunidade.
Segundo relatos, os proprietários já teriam sido informados diversas vezes sobre o que acontece no local. Ainda assim, os episódios continuam semana após semana. A área, que hoje não cumpre função social aparente além da especulação imobiliária, permanece sem manutenção adequada.
É preciso deixar claro: a responsabilidade primária pela manutenção e segurança do terreno é do proprietário, a Construtora Itaocara.. Manter a frente limpa, cercar ou murar os fundos e adotar medidas que impeçam o uso irregular do espaço não é favor, é obrigação legal.
Transferir a responsabilidade integral para o poder público não resolve o problema. A Prefeitura pode e deve fiscalizar, mas quem detém a posse do imóvel precisa garantir que ele não se transforme em foco de queimadas, descarte irregular de resíduos ou risco coletivo.
A queima de fios, além de crime ambiental, libera substâncias tóxicas que atingem diretamente a população do entorno. Não se trata apenas de incômodo visual ou de fumaça passageira. Trata-se de saúde pública.
A pergunta que fica é simples e direta: até quando isso vai continuar?
Se a construtora Itaocara deseja manter o terreno para futura valorização, é um direito legítimo. Mas esse direito vem acompanhado de deveres. Entre eles, assegurar que a área não seja utilizada de forma irregular e que não represente ameaça à coletividade.
Os moradores não podem continuar reféns de queimadas semanais. O problema exige providência imediata, fiscalização efetiva e, sobretudo, responsabilidade de quem é dono da área.
A cidade cresce. O mercado imobiliário prospera. Mas desenvolvimento de verdade exige compromisso com a comunidade. E isso começa pelo básico: cuidar do que é seu para não prejudicar o outro.



