Londrina avança como um dos mercados imobiliários mais promissores do Sul em 2026
Projeção da MRV Paraná aponta valorização de pelo menos 14%, impulsionada pela expansão urbana planejada, novos empreendimentos e pela forte relação entre oferta qualificada e demanda crescente
Impulsionada por um processo consistente de expansão urbana, pela diversificação de produtos imobiliários e por uma demanda que segue aquecida, Londrina caminha para 2026 consolidada como um dos mercados imobiliários mais promissores do Sul do Brasil. A cidade reúne crescimento planejado, novos vetores de valorização e um ambiente favorável tanto para quem busca moradia própria quanto para investidores atentos às oportunidades regionais.
Esse movimento local também se reflete em indicadores nacionais. Segundo o Índice de Demanda Imobiliária (IDI), Londrina está entre as cidades com maior crescimento do setor no país, ocupando a 13ª posição no ranking do segmento econômico e avançando 44 posições no alto padrão. O desempenho reforça a atratividade do mercado local para diferentes perfis de compradores e investidores.
Apenas no Paraná, a MRV, empresa do grupo MRV&CO e maior construtora da América Latina, tem previsão de lançar mais de 2,4 mil unidades em Londrina em 2026, destaca Rafael Kulevicz, gestor comercial da companhia. “No horizonte dos próximos anos, falamos em mais de 13 mil unidades planejadas apenas entre Londrina e a vizinha Maringá, o que demonstra a força e a confiança no mercado regional”, afirma.
Expansão urbana e novos vetores de valorização
Londrina é hoje considerada uma potência da construção civil, um verdadeiro “canteiro de obras”, como define o especialista. O crescimento ocorre de forma organizada, com vetores bem definidos: a região Norte se consolida como um polo expressivo do mercado econômico, enquanto áreas como a Nova Prochet e a Nova Palhano concentram a expansão do médio e alto padrão, com elevado potencial de valorização.
“Há um crescimento expressivo da região Sul, especialmente com a expansão dos condomínios horizontais de alto padrão. Esse movimento fortalece ainda mais a valorização de áreas estratégicas do entorno, como a região do Alameda, que se beneficia diretamente desse novo eixo de desenvolvimento”, explica Kulevicz.
A cidade exerce ainda um papel estratégico no Norte do Paraná ao atrair moradores de diferentes regiões do país, impulsionada por fatores como qualidade de vida, segurança, infraestrutura urbana, oferta de lazer e um sistema educacional consolidado — elementos que sustentam uma demanda imobiliária contínua.
Demanda aquecida e indicadores sustentam o crescimento
Segundo o gestor, o mercado imobiliário de Londrina responde de forma positiva a esses vetores de crescimento, com zonas de desenvolvimento bem definidas e produtos que atendem desde o segmento popular até o altíssimo padrão, respeitando a vocação de cada região.
As perspectivas para 2026 são consideradas bastante favoráveis em todos esses segmentos. “A Nova Palhano deve impulsionar fortemente o mercado de médio e alto padrão na região Sul, enquanto o segmento econômico segue aquecido, com lançamentos expressivos previstos para os próximos anos”, projeta.
O desempenho recente reforça esse cenário. Em 2024, o mercado imobiliário de Londrina encerrou o ano com R$ 3,3 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV) — cerca de R$ 1 bilhão a mais do que em 2023, consolidando um recorde histórico. No período, foram lançadas 5.732 unidades em 36 empreendimentos, entre projetos verticais e horizontais.
Perspectivas para 2026 reforçam o potencial do mercado
“Hoje, apenas a MRV responde por um VGV superior a R$ 500 milhões na região, com mais de 1,8 mil vendas no segmento econômico, o que representa cerca de 40% do funding do FGTS local. A expectativa é ultrapassar os R$ 600 milhões em VGV em 2026”, destaca Kulevicz.
Para ele, Londrina reúne atributos estratégicos. “A cidade combina vetores claros de crescimento com uma demanda consistente. Recebe novos moradores todos os anos, o que sustenta oportunidades tanto em imóveis compactos quanto no médio e alto padrão”, avalia.
A projeção da companhia é de valorização imobiliária de pelo menos 14% em 2026, impulsionada pela expansão urbana planejada, pela chegada de novos empreendimentos e pela relação equilibrada entre oferta qualificada e demanda crescente.
Outro fator relevante é o ambiente regulatório. “A atualização do teto da Faixa 2 do Minha Casa, Minha Vida, agora em R$ 255 mil, foi uma excelente notícia. Isso amplia o acesso a produtos com ticket mais alto e fortalece ainda mais o mercado”, afirma.
A tendência para os próximos anos, segundo o especialista, é de crescimento consistente no médio e alto padrão – tanto em empreendimentos verticais quanto em condomínios horizontais – ao mesmo tempo em que a Zona Norte segue em franca expansão com produtos voltados ao segmento econômico.


