Se tem Ratinho no Governo, tem larva na merenda de colégio cívico-militar?

Se tem Ratinho no Governo, tem larva na merenda de colégio cívico-militar?

Seria uma nova proteina servida para os alunos?

Mas fiquem tranquilos. O governador Ratinho Junior já deixou claro que quer alguém para dar continuidade ao seu governo. Continuidade é a palavra de ordem. A pergunta é: continuidade de quê?

Continuidade da falta de água em diversos municípios? Continuidade das quedas de energia que pegam a população de surpresa? Continuidade das denúncias envolvendo colégios cívico-militares? Continuidade dos questionamentos sobre estatais como a Sanepar? Ou, agora, continuidade até de relatos de larva na merenda escolar?

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Em Paiçandu, no Colégio Estadual Cívico Militar Vercindes Gerotto dos Reis, uma estudante afirmou ter encontrado uma larva no arroz servido na merenda. A imagem circulou rapidamente nos grupos de WhatsApp e gerou indignação entre pais e responsáveis. A Secretaria de Estado da Educação informou que o Núcleo Regional de Educação de Maringá enviou nutricionista, realizou vistoria, recolheu os pacotes da marca envolvida e classificou o episódio como pontual.

Pontual virou quase um carimbo institucional. A água que falta é pontual. A luz que cai é pontual. A denúncia é pontual. O escândalo é pontual. A larva na merenda também seria pontual. O problema é quando tantos fatos pontuais começam a formar uma sequência nada ocasional.

Enquanto isso, o Verão Maior foi celebrado como um sucesso. Teve palco, teve show, teve selfie, teve discurso. Mesmo com relatos de falta de água no litoral e questionamentos sobre estrutura e atendimento de emergência em determinados momentos, cada apresentação rendeu aplauso e garantiu belas imagens para as redes sociais. A vitrine funcionou perfeitamente.

No Paraná que quer ser exemplo para o Brasil, a vitrine parece sempre pronta. O marketing é eficiente. A narrativa é organizada. Mas os bastidores insistem em contrariar o roteiro.

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Segurança alimentar em escola pública não é detalhe. Abastecimento de água não é detalhe. Energia elétrica não é detalhe. Transparência não é detalhe. Quando a propaganda cresce demais e os problemas básicos continuam surgindo, a dúvida sobre qual modelo se quer perpetuar deixa de ser retórica e passa a ser essencial.

Porque show passa. A foto fica bonita. O discurso ecoa. Mas a realidade, essa não sai do prato de quem depende do serviço público.

Crédito: Imagem da manchete é de grupos de WhatsApp.

Redação O Diário de Maringá

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