Advogada denuncia suposta pressão da Unimed para restringir medicamentos oncológicos de alto custo

Advogada denuncia suposta pressão  da Unimed para restringir medicamentos oncológicos de alto custo

A advogada Cristiane Marco Antônio, especialista em direito médico, fez uma grave denúncia envolvendo uma cooperativa da Unimed em determinado estado do país. Segundo ela, médicos oncologistas estariam sofrendo pressão para não prescrever medicamentos de alto custo a pacientes com câncer.

De acordo com o relato, a orientação teria sido direta: determinados remédios oncológicos, cujo valor pode ultrapassar R$ 180 mil por tratamento, não deveriam ser prescritos. Caso o paciente precisasse da medicação, os médicos seriam orientados a indicar alternativas mais baratas, mesmo que, segundo a advogada, não fossem tão eficazes.

A denúncia aponta ainda que haveria ameaça de desligamento da cooperativa caso os profissionais insistissem na prescrição dos medicamentos indicados como restritos.

Cristiane afirma que, em alguns estados brasileiros, a Unimed concentra até 98% das vidas atendidas na rede privada, tornando-se praticamente o principal ou único canal de trabalho para muitos médicos.

“Se o médico perde a Unimed, ele perde a carreira”, declarou. Para ela, o debate vai além do Código de Ética Médica, pois envolve pressão econômica e risco profissional. “Estamos falando de oncologia. Isso é brutal”, afirmou.

Segundo a advogada, a situação se agravaria quando pacientes recorrem à Justiça e conseguem liminar para fornecimento do medicamento. Nesse cenário, ela sustenta que haveria uma segunda forma de pressão: o médico poderia ser compelido a arcar com o custo do tratamento dentro da cooperativa, sob pena de exclusão.

Cristiane Marco Antônio declarou que deseja que a denúncia chegue a todas as unidades do sistema e afirmou estar disposta a apresentar provas caso seja acionada judicialmente.

“Eu quero desafiar a Unimed a chegar até mim e dizer que vai me processar. Eu quero apresentar prova, mas quero apresentar com a imprensa”, disse.

A denúncia levanta questionamentos sobre autonomia médica, acesso a tratamentos de alto custo e possíveis conflitos entre sustentabilidade financeira das operadoras e o direito do paciente ao melhor tratamento disponível.

Até o momento, não há manifestação oficial da cooperativa citada na denúncia. O espaço permanece aberto para posicionamento.

Redação O Diário de Maringá

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