Pedágio eletrônico começa cobrando como carreta quem passa de carro no Paraná
Free Flow estreia com reclamações: erro gera cobranças indevidas
Motoristas que passaram pelos primeiros trechos com pedágio eletrônico no sudoeste do Paraná relataram cobranças indevidas nas tarifas, segundo reportagem exibida pela RPC. O sistema, conhecido como free flow, deve começar a operar na região de Maringá até o fim de abril, o que aumenta a preocupação entre os usuários das rodovias.
De acordo com a reportagem da jornalista Michele Arenza, três motoristas relataram ter sido cobrados como se estivessem conduzindo veículos de grande porte, como caminhões, ônibus ou carretas, mesmo estando em carros ou caminhonetes.
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Um dos casos ocorreu no pórtico de Santa Lúcia. O motorista Radamés passou pela rodovia com uma caminhonete equipada com TAG, dispositivo instalado no para-brisa que realiza a cobrança automática do pedágio. Ao conferir o extrato da passagem, ele percebeu que havia sido cobrado o valor de R$ 68,80.
O susto veio logo depois. A tarifa correta deveria ser de R$ 34,40, exatamente a metade do valor debitado.
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Ao buscar atendimento, o motorista foi orientado inicialmente a contestar a cobrança junto à operadora da TAG. Durante o processo de verificação, foi constatado que o sistema havia registrado a caminhonete como se fosse um ônibus de transporte de passageiros.
Outro motorista, morador de Francisco Beltrão e que preferiu não se identificar, relatou problema semelhante no pórtico de Ampére. Ao passar com uma caminhonete, a cobrança registrada foi equivalente à de um caminhão de dois eixos.
Já um morador de Capitão Leônidas Marques apresentou extrato que mostrava duas leituras diferentes no pedágio de Santa Lúcia. Em um dos registros, o veículo aparece corretamente como carro. Em outro, foi classificado como carreta, o que gerou cobrança maior.

Segundo a concessionária EPR Iguaçu, responsável pela operação do trecho, um dos erros ocorreu porque uma carreta trafegava ao lado do carro e teria invadido parcialmente a pista no momento da leitura. Como o pedágio eletrônico não possui cabine com operador humano, toda a identificação do veículo é feita automaticamente por sensores e câmeras.
Nos outros dois casos, a própria concessionária confirmou falha na leitura dos sensores, que registraram mais eixos do que o veículo realmente possuía.
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A empresa informou que acionou a companhia responsável pela tecnologia dos pórticos para realizar ajustes no sistema e evitar novos problemas. A concessionária também afirmou que o sistema utiliza tecnologia de alta precisão e que as falhas registradas foram pontuais.
Os três motoristas que relataram os casos tiveram as cobranças corrigidas e receberam a devolução dos valores pagos a mais.
A orientação para os usuários é que acompanhem atentamente os extratos das passagens após cruzar os pórticos eletrônicos. Caso haja cobrança indevida, o motorista deve procurar a ouvidoria da concessionária pelo telefone 0800 277 0163.
Se o veículo utilizar TAG, a recomendação é fazer a contestação em até sete dias diretamente com a concessionária. Após esse prazo, o pedido de ressarcimento precisa ser feito junto à operadora da TAG ou à instituição financeira vinculada ao dispositivo.
Com a previsão de início da cobrança eletrônica em outras regiões do Paraná até o fim de abril, a expectativa é que os ajustes técnicos sejam concluídos antes da expansão do sistema, evitando novos erros e prejuízos aos motoristas.
Veja a matéria da RPC em vídeo aqui


