Com investimento do governo Lula, Paraná ultrapassa 22 mil leitos do SUS e acompanha maior expansão da década

Com investimento do governo Lula, Paraná ultrapassa 22 mil leitos do SUS e acompanha maior expansão da década

O Sistema Único de Saúde (SUS) voltou a registrar crescimento sustentado na oferta de leitos hospitalares em todo o Brasil. Com investimentos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o país superou a marca de 360,4 mil leitos em funcionamento, revertendo a tendência de queda observada na última década.

No Paraná, a expansão também é significativa. Desde 2023, foram criados 1.339 novos leitos na rede pública, elevando o total para 22.128 leitos ativos no estado.

Em todo o país, mais de 10 mil novos leitos foram abertos desde 2023, reforçando a capacidade do SUS de atender a população. A ampliação ocorre após um período de redução estrutural de leitos, agravado após o pico da pandemia de covid-19 e a queda registrada em 2022.

Segundo o Ministério da Saúde, o crescimento atual representa uma retomada da capacidade hospitalar pública e integra uma política de reconstrução da rede assistencial.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirma que a expansão indica um novo momento do sistema público.

“Depois de mais de uma década, o SUS voltou a crescer de forma sustentável. A ampliação de leitos mostra que estamos reconstruindo e fortalecendo a capacidade da rede pública de atender a população em todas as regiões do país. Nosso compromisso é garantir expansão permanente, com planejamento e investimento contínuo”, afirmou.

Recorde de cirurgias eletivas

Dos 10.057 leitos abertos no país desde 2023, cerca de 74,9% foram destinados à área cirúrgica. No Paraná, atualmente 4.908 leitos são voltados para cirurgias.

Com o aumento da capacidade hospitalar, o SUS registrou recorde histórico de cirurgias eletivas em 2025, com 14,7 milhões de procedimentos realizados, número 42% maior que o registrado em 2022.

A ampliação está ligada ao programa Agora Tem Especialistas, que busca reduzir filas para consultas, exames e cirurgias na rede pública.

Além dos leitos cirúrgicos, houve expansão de leitos clínicos, hospital-dia e serviços complementares, que dão suporte a pacientes que necessitam monitoramento hospitalar ou procedimentos de maior complexidade.

Investimentos estruturais na saúde

O fortalecimento da rede hospitalar também está ligado a novos investimentos federais na saúde pública.

Pelo Novo PAC Saúde, o governo federal prevê a construção de 36 novas maternidades e 31 Centros de Parto Normal, com investimento total estimado em R$ 4,8 bilhões, ampliando a rede de atendimento materno-infantil.

Na área de saúde mental, o orçamento federal teve aumento de 70%, chegando a R$ 2,9 bilhões, com a habilitação de 653 novos serviços em todo o país.

Já na assistência obstétrica, o custeio de leitos neonatais aumentou 230% por meio da Rede Alyne, lançada em 2024 para ampliar o atendimento a gestantes e recém-nascidos.

A ampliação da estrutura hospitalar busca responder às principais demandas da população, considerando também mudanças estruturais no sistema de saúde, como avanços tecnológicos, novas práticas médicas menos invasivas e a reorganização da rede de atendimento psiquiátrico.

Com o aumento da capacidade instalada, a expectativa do Ministério da Saúde é reduzir filas, ampliar o acesso a procedimentos e fortalecer o atendimento público em todo o país.

Redação O Diário de Maringá

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