Golpes imobiliários em Maringá: polícia agiu, agora vítimas cobram providências do CRECI-PR
A prisão de Leonardo da Silva Thiele, ligado à Imobiliária Facilita, trouxe alívio para diversas pessoas que afirmam ter sido vítimas de supostos golpes em Maringá. Nesta segunda-feira, 16 de março, a redação de O Diário de Maringá recebeu vários contatos de clientes que relatam prejuízos e demonstram indignação com a demora de providências no campo administrativo.
As vítimas reconhecem o trabalho eficiente da Polícia Civil de Maringá, especialmente da Delegacia de Estelionatos, comandada pelo delegado Fernando Garbelini. Segundo os relatos, a investigação foi rápida e reuniu provas suficientes para sustentar a prisão preventiva do empresário, interrompendo o que poderia ter sido a continuidade dos supostos golpes.
Sem essa atuação policial, novas vítimas poderiam ter surgido.
A crítica, porém, recai sobre o CRECI do Paraná. De acordo com os relatos enviados à reportagem, o conselho teria sido informado sobre as denúncias ainda em dezembro, mas até agora não teria aplicado medidas mais duras contra o corretor.
A comparação com outro estado chama atenção. O CRECI do Mato Grosso do Sul já decidiu pela cassação do registro profissional em primeira instância, encaminhando o caso ao Conselho Federal para confirmação.
O contraste levanta um questionamento inevitável.
Por que a resposta administrativa no Paraná parece mais lenta?
A questão se torna ainda mais relevante porque Maringá possui um dos mercados imobiliários mais fortes do país, movimentando bilhões de reais todos os anos. Em um setor desse tamanho, a fiscalização precisa ser rápida para proteger consumidores e preservar a credibilidade do mercado.
A redação de O Diário de Maringá entrou em contato com o CRECI-PR, em Curitiba, que informou que irá analisar o caso e ficou de retornar à reportagem ainda esta semana.
O que as vítimas esperam agora é simples: transparência e agilidade. Em um mercado bilionário, a confiança precisa ser protegida com a mesma rapidez com que a Polícia Civil agiu para interromper o caso.


