Maringá não pode aceitar: empresários ignoram regras básicas
Maringá construiu ao longo de décadas uma imagem de cidade planejada, organizada e exemplo para o país. Mas basta caminhar pelo centro para perceber que essa imagem começa a se desgastar na prática.
O problema não está apenas no poder público. Está, principalmente, na falta de consciência de quem ocupa e utiliza o espaço urbano todos os dias.
Empresários que deixam restos de construção nas calçadas, ocupam o passeio com mercadorias, ignoram normas de acessibilidade e tratam o espaço público como extensão privada estão contribuindo diretamente para a degradação da cidade.





Não é desconhecimento. É escolha.
A legislação é clara. Calçadas precisam garantir acessibilidade. O espaço público não pode ser obstruído. Lixo tem horário para ser descartado. Ponto de ônibus não é quadro de anúncios improvisado.
Mesmo assim, o desrespeito virou rotina.
E quando isso se torna comum, o prejuízo é coletivo. Quem paga é o pedestre, o idoso, a pessoa com necessidades especiais, o trabalhador que depende do transporte público e o próprio comércio, que perde valor em um ambiente desorganizado.
Falta fiscalização? Não. Mas falta, principalmente, responsabilidade por parte dos empresários.
Maringá não pode aceitar que o seu centro vire sinônimo de descaso.
Está na hora de entidades como a ACIM assumirem protagonismo e liderarem uma campanha firme de conscientização. Não como sugestão, mas como cobrança.
Porque cidade organizada não é obra do acaso.
É resultado de regra cumprida.
E hoje, claramente, há quem esteja ignorando isso.


