Multinacionais passam a olhar o Brasil para cargos globais
A recente nomeação de um brasileiro para um posto estratégico global em uma multinacional a partir do Brasil reforça a crescente inserção de executivos do país em estruturas corporativas internacionais altamente competitivas. Cesar Cotait Kara José assumiu o comando mundial da unidade de Financial Services de uma empresa de tecnologia, em um movimento que ganha visibilidade no cenário corporativo e evidencia o avanço de brasileiros em posições de decisão no exterior. Com formação em universidades internacionais e autor de livros que exploram desempenho, liderança e mentalidade de alta performance, o executivo assume a função global após seis anos atuando como CEO para a América Latina.
Um relatório da UNCTAD evidencia a concentração das maiores corporações e dos fluxos globais de investimento em centros econômicos como Estados Unidos, China e Europa — dinâmica que influencia não apenas a localização das sedes, mas também a geografia dos principais centros decisórios corporativos. Embora ainda representem uma parcela relativamente pequena entre as lideranças globais baseadas em seus próprios países, profissionais do Brasil vêm ampliando sua presença em estruturas historicamente concentradas nos Estados Unidos e na Europa.
"Minha trajetória foi construída em ambientes multiculturais e projetos internacionais na América Latina, experiências que exigem adaptação constante, sensibilidade cultural e alinhamento entre estratégias globais e realidades locais", afirma Cotait.
Segundo o relatório Future of Jobs 2025, que reúne a visão de mais de 1.000 grandes empregadores globais, fatores como transformação tecnológica, fragmentação geoeconômica, incertezas econômicas, mudanças demográficas e a transição verde estão redesenhando o mercado de trabalho até 2030. Nesse contexto, cresce a demanda por lideranças capazes de atuar em ambientes multiculturais e complexos — o que favorece a ascensão de executivos com experiência em mercados diversos, como os brasileiros.
"O avanço do trabalho remoto ajudou a reduzir fronteiras, reduzindo a dependência da localização geográfica como fator determinante para influência estratégica" realiza. "Em um ambiente corporativo cada vez mais interconectado, assumir essa cadeira deixa de representar um marco individual de carreira. Reflete uma transformação nas dinâmicas de liderança global" analisa o executivo.


