Assina ou Não Carrega: Dedeco revela o esquema de fraude que ignora o piso do frete em Goiás

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O desrespeito ao piso mínimo do frete e a precariedade das rodovias brasileiras voltaram a ser o centro de uma denúncia alarmante feita por lideranças do setor de transporte nacional. Em entrevista ao jornalista Gilmar Ferreira do jornal O Diário de Maringá o caminhoneiro autônomo Dedeco relatou um cenário de exploração e descaso em Goiás. O profissional que foi uma das lideranças da greve de 2018 afirmou que embarcadores e transportadoras ignoram a legislação federal de forma sistemática. Segundo o relato descrito por Dedeco as empresas coagem os motoristas a aceitarem valores até 40% abaixo da tabela oficial estabelecida pela ANTT para não ficarem parados no trecho.

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O caminhoneiro usou termos fortes para definir a situação política e econômica no estado. Conforme o cenário descrito por Dedeco Goiás parece a terra do cangaceiro e a terra do governador Ronaldo Caiado onde a lei não chega ao trabalhador. Ele destacou que o preço do diesel na região está abusivo variando entre R$ 7,14 e R$ 7,68 sem que o governo estadual tenha aberto mão do ICMS para aliviar o custo operacional. Dedeco revelou que passou quatro dias parado em busca de um frete dentro da lei mas deparou-se com uma prática criminosa onde ou o motorista assina um documento falso declarando ter recebido o piso ou simplesmente não carrega.

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O prejuízo financeiro é acompanhado pela falta de segurança nas rodovias goianas especialmente na BR 153 onde o motorista relatou mortes causadas pelo descaso. Segundo o relato descrito por Dedeco ele presenciou um caminhão tombado com o motorista morto na cabine após o veículo atingir um buraco e estourar o pneu em uma via pedagiada pela Triunfo. A denúncia também atingiu grandes nomes do setor como a Coopercarga e o grupo G10 que supostamente utilizam o modelo de pagamento por tonelada para burlar o cálculo por eixo. O panorama expõe a falta de assistência do Ministério do Transporte e da ANTT que ignoram o grito de socorro dos autônomos e do Governo de Goiás, Ronaldo Caiado.

Redação O Diário de Maringá

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