Pistoleiro no Paraná contratado por Ratinho? A denúncia de Formighieri que estremeceu o Palácio Iguaçu
O jornalismo paranaense vive um momento de tensão máxima. O empresário e jornalista Marcos Formighieri, proprietário da Gazeta do Paraná, em Cascavel, decidiu que não assistirá passivamente aos ataques proferidos em rede nacional. Em um movimento que classifica como necessário e fundamentado, Formighieri denuncia o apresentador Carlos Roberto Massa, o Ratinho, por, segundo ele, extrapolar todos os limites éticos e legais no uso de uma concessão pública.
Dessa forma, o embate, que começou nos estúdios e no campo das declarações públicas, agora avança para as delegacias e, na sequência, deve alcançar os tribunais, ganhando contornos de elevada gravidade.
Abuso do poder midiático e uso da concessão pública
Além disso, Formighieri questiona de forma enfática a postura do comunicador, a quem se refere como um “valentão de estúdio”. Como profissional experiente da comunicação, ele sustenta que a liberdade de expressão não pode ser utilizada como salvo-conduto para agressões verbais, intimidação de adversários e ataques a instituições públicas.
Segundo o jornalista, a denúncia já foi encaminhada ao Ministério das Comunicações e ao Governo Federal, sob a alegação de que o espaço midiático estaria sendo utilizado para constranger desafetos políticos e até atingir o Congresso Nacional.
Nesse contexto, Formighieri afirma que é inadmissível que o pai do governador Ratinho Junior confunda influência política, prestígio público e suposta sensação de impunidade.
A sombra das ameaças e o alerta vindo do Palácio
Por outro lado, o caso ganha contornos ainda mais graves quando o jornalista menciona riscos à sua integridade física.
De acordo com Formighieri, informações obtidas por meio de fontes ligadas ao Palácio Iguaçu apontariam para um suposto plano contra sua vida. Conforme o relato, o aviso teria sido direto: o “Ratão”, como foi mencionado, teria contratado um pistoleiro para mata-lo.
Ainda segundo ele, esta já seria a quinta ameaça ou alerta de perigo recebido nos últimos tempos, todos supostamente relacionados ao núcleo de poder estadual.
Diante da gravidade dos fatos, o empresário registrou Boletim de Ocorrência e prepara uma ofensiva jurídica que promete ampliar a repercussão do caso.
Próximo passo: representação no Ministério Público
Enquanto isso, Formighieri reafirma sua confiança nas instituições democráticas e no rito legal.
Na próxima semana, ele deverá protocolar no Ministério Público do Paraná Ministério Público do Paraná uma representação criminal, além de uma queixa-crime detalhada. O objetivo, segundo ele, é pedir a apuração rigorosa dos fatos e a responsabilização criminal dos envolvidos.
Ao mesmo tempo, o jornalista afirma que pretende tornar pública toda a documentação reunida, reforçando que ninguém está acima da lei, especialmente quando a liberdade de imprensa e a integridade física de profissionais da comunicação estariam em jogo.
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Por fim, uma nova dúvida passa a circular nos bastidores políticos e jornalísticos do Paraná.
Seria o modo de agir atribuído a Ratinho um reflexo do estilo associado a Daniel Vorcaro?
A comparação surge após as revelações envolvendo o empresário, citado em episódios que levantaram suspeitas sobre planejamento de agressões contra jornalistas. Com a informação de que fundos ligados ao Banco Master Banco Master teriam sido sócios do Tayayá Resort, empreendimento com ligação empresarial anterior ao grupo de Ratinho, o debate ganha novos desdobramentos.
Assim, a pergunta que permanece no ar é inevitável: estaria se consolidando um mesmo modus operandi nos bastidores do poder?
Veja o Vídeo:



