Paiçandu: Taxas no esporte colocam gestão Ismael Batista sob cobrança do Ministério Público
Taxas irregulares em Paiçandu entraram no radar do Ministério Público após denúncias sobre cobranças feitas para uso do ginásio de esportes e de campos de futebol do município. A apuração mira a forma como a gestão do prefeito Ismael Batista teria permitido, autorizado ou tolerado a cobrança de valores da população para utilização de espaços públicos ligados ao esporte.
Segundo as informações encaminhadas à reportagem, o Ministério Público deu prazo de 30 dias para o Município de Paiçandu apresentar prestação de contas detalhada sobre eventuais valores arrecadados. Além disso, o órgão ministerial quer esclarecimentos sobre a destinação do dinheiro cobrado ao longo do período investigado.
O ponto central da apuração é grave. O MP busca saber se os valores cobrados chegaram aos cofres públicos ou se circularam fora da contabilidade oficial da Prefeitura. Portanto, a gestão municipal terá de explicar quem cobrava, quanto arrecadou, qual era a base legal e onde esses recursos foram depositados.
MP também cobra transparência sobre campo do Jardim Itaipu
A recomendação administrativa também alcança Carlos Antonio Batista, ex-vereador e ocupante de cargo comissionado ligado à gestão do prefeito Ismael Batista. Conforme os dados apresentados, ele deve prestar informações sobre valores supostamente cobrados no campo do Jardim Itaipu.
Essa exigência amplia o alcance político e administrativo do caso. Afinal, quando um espaço público gera cobrança, o município precisa demonstrar legalidade, controle, recibos, prestação de contas e ingresso regular dos valores no caixa público.
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Caso contrário, a cobrança pode deixar de ser apenas um problema de gestão. Se as suspeitas avançarem, os envolvidos podem responder nas esferas civil, administrativa e, eventualmente, criminal. Essa consequência dependerá da confirmação dos fatos, da análise documental e da interpretação do Ministério Público.
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Gestão do esporte acumula reclamações
A população de Paiçandu tem reclamado da forma como o esporte vem sendo administrado. As críticas envolvem falta de incentivo amplo, dificuldade de acesso aos espaços públicos e suspeita de favorecimento político dentro das atividades esportivas.
Nos bastidores, circulam comentários de que grupos próximos à gestão teriam mais facilidade para usar campos, participar de ações ou receber apoio. Essas alegações ainda precisam de comprovação documental. No entanto, elas reforçam a necessidade de transparência.
Além disso, o ambiente político ficou mais sensível após denúncia envolvendo Waldir Waterman, apontado como ocupante de cargo comissionado e acusado de atuar como suposto funcionário fantasma. A denúncia também exige apuração adequada, porque envolve dinheiro público, jornada de trabalho e fiscalização interna.
Esporte público não pode virar moeda política
O esporte municipal deve servir à população, principalmente crianças, jovens, atletas amadores e famílias que dependem dos equipamentos públicos. Por isso, qualquer cobrança precisa respeitar lei, transparência e controle oficial.
Quando a Prefeitura administra ginásios e campos, ela não pode permitir informalidade. Também não pode deixar dúvidas sobre quem arrecada, quem autoriza, quem fiscaliza e quem presta contas.
Paiçandu precisa responder com documentos, não apenas com discursos. A recomendação do Ministério Público cria uma obrigação objetiva: abrir as contas, explicar os procedimentos e demonstrar se houve legalidade.
Enquanto isso, a população segue com uma pergunta simples. Se houve cobrança pelo uso de espaços públicos, para onde foi o dinheiro?
O espaço permanece aberto para manifestação da Prefeitura de Paiçandu, do prefeito Ismael Batista, da Secretaria responsável pelo esporte, de Carlos Antonio Batista e dos demais citados.




