Curitiba como laboratório do “Morar Inteligente”

Curitiba como laboratório do “Morar Inteligente”


Cidade fria impulsiona inovação em conforto térmico e automação

Curitiba, conhecida por ser a capital mais fria do Brasil, consolidou-se como um polo estratégico para o desenvolvimento e teste de tecnologias externas ao bem-estar residencial. O clima instável e as baixas temperaturas da região experimentam o cenário ideal para que empresas como o Hotfloor e o SmartLy aceleram soluções de conforto térmico e automação, mudando a cidade em um verdadeiro laboratório do “morar inteligente”.

O gancho para essa inovação é uma necessidade prática: enquanto a temperatura externa média em Curitiba durante os meses de inverno gira em torno de 13°C, a temperatura ideal para o conforto interno humano situa-se entre 21°C e 24°C. Essa diferença exige sistemas eficientes que não apenas aqueçam o ambiente, mas que o façam com inteligência e baixo consumo de energia.

Para Euclides Ciruelos , Engenheiro Civil, mestre em sustentabilidade, diretor da Hotfloor e mentor da SmartLy, o sucesso dessas tecnologias na região Sul não é por acaso. Ele destaca que a engenharia moderna precisa olhar para a sustentabilidade como um pilar de conforto. “Em Curitiba, o clima nos desafia a pensar o imóvel como um organismo vivo. Não se trata apenas de instalar um aquecedor, mas de criar um ecossistema onde o piso aquecido e a automação trabalham juntos para manter a temperatura ideal com a menor penetração energética possível”, afirma Ciruelos.

O mercado curitibano tem respondido com vigor. Atualmente, a Hotfloor e a SmartLy já somam centenas de projetos instalados na capital paranaense e na região Sul, atendendo desde apartamentos compactos até residências de alto padrão.

Um dos pontos técnicos cruciais destacados por Ciruelos é o cálculo de carga térmica. Para manter o conforto térmico em ambientes típicos de Curitiba, são necessários, em média, de 80 a 120 watts por metro quadrado , dependendo do isolamento térmico da construção e da área envidraçada do imóvel. “A automação do SmartLy entra como o cérebro dessa operação. Ela entende quando o ambiente atinge a temperatura de conforto e faz o gerenciamento fino dos watts consumidos, evitando o desperdício que sistemas manuais e manuais geram”, explica.

O perfil dos imóveis que mais adotam essas tecnologias tem passado por uma transição. Se antes o conforto térmico era exclusividade de grandes mansões, hoje os apartamentos compactos e empreendimentos de alto e médio lideram a demanda. Esse movimento é impulsionado por incorporadoras que já entregam edifícios preparados para sistemas de automação e aquecimento, promovendo a valorização do imóvel e a qualidade de vida do morador.

Ciruelos conclui que a inovação em Curitiba dita o ritmo para o restante do país: “Se funciona bem aqui, sob o rigor do nosso inverno e a umidade constante, a solução está pronta para qualquer mercado. Curitiba exporta inteligência em moradia porque a nossa realidade climática não nos permite ser menos que excelentes”, finaliza.

TV Diário

Redação

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