Paraná fechou cerca de 150 hospitais durante o governo Ratinho Junior

Paraná fechou cerca de 150 hospitais durante o governo Ratinho Junior


O fechamento de aproximadamente 150 hospitais no Paraná, ao longo do govenro Ratinho Junior, deixou reflexos diretos na rede de urgência e emergência. Segundo informações divulgadas pela Gazeta do Paraná, os dados mais recentes mostram aumento expressivo de atendimentos por vaga zero e encaminhamentos regulatórios, principalmente no Oeste do Estado.

Vaga zero cresce em Foz do Iguaçu

Em Foz do Iguaçu, o Hospital Municipal Padre Germano Lauck registrou 1.199 atendimentos por vaga zero entre janeiro e março de 2026. No mesmo período de 2025, foram 487 casos. Portanto, o aumento chegou a 146%.

Além disso, a unidade recebeu 188 pacientes por determinação regulatória no primeiro trimestre deste ano. Com isso, a demanda sobre o hospital cresceu ainda mais.

A vaga zero ocorre quando um paciente corre risco iminente de morte e precisa de atendimento imediato, mesmo sem leito disponível. Por isso, o mecanismo deveria funcionar como exceção. No entanto, os números indicam uso cada vez mais frequente.

Itamed também registra alta expressiva

O Hospital Itamed, também em Foz do Iguaçu, apresentou aumento ainda maior. Os registros de vaga zero e encaminhamentos regulatórios passaram de 78 para 300 em um ano. Assim, a alta foi de 284%.

Somente em março de 2026, a unidade recebeu 175 casos. No mesmo mês de 2025, foram 30. Portanto, o salto mostra que a pressão não ocorreu de forma isolada.

Cascavel mantém pressão constante

Em Cascavel, o Hospital Universitário do Oeste do Paraná também enfrenta alta demanda. Em 2025, o HUOP registrou 4.870 encaminhamentos regulatórios, com média de 406 por mês.

Já no primeiro trimestre de 2026, foram 1.245 casos. Dessa forma, a média mensal subiu para 415 encaminhamentos. Os dados mostram que o problema segue ativo e crescente.

Menos hospitais, mais concentração

Na prática, hospitais de referência passaram a receber mais pacientes em situações graves ou especializadas. Parte dessa demanda pode estar ligada à dificuldade de atendimento em outras unidades da rede.

Além disso, com menos hospitais em funcionamento, principalmente unidades menores, o sistema perde capacidade de absorver casos intermediários. Consequentemente, a procura se concentra em poucos centros regionais.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, o fluxo segue a Política Nacional de Atenção às Urgências e passa pelas Centrais de Regulação ligadas ao Samu. A pasta afirma que trabalha para fortalecer a regionalização e ampliar a estrutura, com previsão de ambulatórios médicos de especialidades em Foz do Iguaçu e Toledo.

Ainda assim, os números revelam um alerta. O Paraná reduziu sua rede hospitalar no govenro Ratinho Junior e, agora, os hospitais que restaram precisam atender uma demanda cada vez maior.

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Redação O Diário de Maringá

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