Com posição de destaque global em produção, Brasil intensifica protocolos de segurança na indústria de papel e celulose
Crescimento do setor reforça importância de tecnologia, controle de processos e qualificação para operações mais seguras em toda a cadeia produtiva
Apenas em 2025, a produção brasileira de celulose chegou a quase 30 milhões de toneladas, um crescimento de quase 7% em relação ao ano anterior, de acordo com o relatório da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá). As exportações também tiveram alta de 11,6% em 2024. São números que comprovam a força do setor no país, que é o segundo maior produtor de papel e celulose do mundo, e a necessidade de se manter rigorosos controles no que diz respeito à segurança, especialmente em um contexto de expansão produtiva e maior complexidade operacional.
Cristiano Macedo, CEO do Grupo Technocoat, empresa brasileira do setor papeleiro especializada em barreiras e acabamentos de papel, lembra que o segmento opera com processos que envolvem equipamentos de grande porte, altas temperaturas e o uso de insumos químicos, o que exige protocolos rigorosos dentro das unidades de produção, em linha com padrões internacionais de segurança industrial e saúde ocupacional.
“À medida que o setor cresce e se torna mais sofisticado, segurança e higiene deixam de ser apenas requisitos operacionais e passam a ocupar um papel central na performance industrial. Processos mais controlados são essenciais para garantir previsibilidade, eficiência e competitividade”, diz o executivo, ao destacar que empresas com maior maturidade em segurança tendem a apresentar melhores indicadores de produtividade e menor incidência de paradas não planejadas.
Entre os principais riscos, segundo o executivo, estão o uso de substâncias potencialmente agressivas e a possibilidade de incêndios em ambientes com alta concentração de material fibroso. Nesse contexto, a adoção de protocolos estruturados e o uso de tecnologias de controle tornam-se essenciais para reduzir riscos e aumentar a confiabilidade das operações, além de contribuir para a redução de acidentes e afastamentos, tema cada vez mais relevante na agenda ESG da indústria.
Para Macedo, a indústria evoluiu muito na adoção de tecnologias e protocolos que reduzem riscos e aumentam o controle sobre os processos. Segundo ele, isso envolve desde a escolha de insumos até o monitoramento das etapas produtivas, sempre com foco em previsibilidade, rastreabilidade e segurança operacional, com apoio crescente de soluções digitais e automação para minimizar a exposição humana a situações de risco.
“Nosso papel, mais do que nunca, é contribuir para que a indústria opere com mais controle e previsibilidade. Isso passa pelo desenvolvimento de materiais que apoiem processos mais seguros, eficientes e alinhados às exigências do mercado, sempre com olhar para segurança, eficiência e sustentabilidade”, afirma.
O Grupo Technocoat
Com mais de 25 anos no setor papeleiro, o Grupo Technocoat está instalado em Telêmaco Borba e Araucária, no Paraná, e em Otacílio Costa, em Santa Catarina. Com investimentos contínuos em tecnologia de ponta e na capacitação de colaboradores, a empresa oferece produtos e serviços focados em inovação e sustentabilidade, respeitando boas práticas de segurança, higiene e uso de produtos químicos. Seus produtos são produzidos a partir de fontes renováveis e certificadas pelo FSC – Conselho de Manejo Florestal.



