“Não aguentamos mais promessas”, dizem vigilantes ao cobrar providências do Governo Ratinho

“Não aguentamos mais promessas”, dizem vigilantes ao cobrar providências do Governo Ratinho


Vigilantes voltam a protestar em Maringá

Vigilantes terceirizados da empresa Essencial realizaram uma nova paralisação nesta terça-feira, 8 de julho, em frente ao Instituto de Criminalística de Maringá. Os trabalhadores cobram o pagamento dos salários e do vale-alimentação, que deveriam ter sido depositados até o quinto dia útil do mês.

O protesto reuniu funcionários que atuam em unidades ligadas ao Governo do Paraná e que, mais uma vez, enfrentam atrasos nos vencimentos.

Sindicato denuncia situação crítica das famílias

O presidente do Sindicato dos Empregados de Empresas de Segurança, Vigilância, Transporte de Valores, Cursos de Formação e Similares de Maringá e Região (SINDESV-Maringá), Adenilson Aparecido da Silva, afirmou que os trabalhadores chegaram ao limite.

Segundo ele, muitas famílias não conseguem pagar aluguel, energia elétrica, água e outras despesas básicas por causa dos atrasos recorrentes.



“Não aguentamos mais promessas porque nossos familiares não aguentam mais sofrer. As contas vencem todo mês e os juros aumentam ainda mais o prejuízo dos trabalhadores”, declarou o sindicalista.

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Trabalhadores acumulam dívidas e juros

A cada atraso, os vigilantes precisam recorrer ao crédito, atrasar contas ou renegociar dívidas. Como consequência, parte significativa do salário desaparece no pagamento de juros e encargos assim que o dinheiro finalmente entra na conta.

Para o sindicato, essa situação reduz o orçamento familiar e compromete a qualidade de vida dos trabalhadores e de seus dependentes.

Além disso, os profissionais continuam prestando serviços essenciais em órgãos públicos enquanto convivem com a insegurança financeira dentro de casa.

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Sindicato cobra ação do Governo do Paraná

Durante a manifestação, Adenilson cobrou providências do governador Ratinho Junior e das secretarias responsáveis pelos contratos terceirizados.

De acordo com ele, o sindicato já ouviu diversas promessas de solução, mas ainda não recebeu respostas concretas sobre a regularização dos pagamentos.

“A gente pede socorro ao Governo do Estado do Paraná. Ratinho Junior, socorro aos vigilantes que prestam serviço dentro da Secretaria do Estado do Paraná. Isso é urgente”, afirmou.

Empresa e Estado ainda não apresentaram solução

Até o momento da manifestação, o sindicato informou que nem a Essencial Segurança nem representantes do Estado apresentaram um cronograma oficial para quitar os débitos.

Diante desse cenário, os trabalhadores decidiram manter a mobilização e ampliar a cobrança por fiscalização mais rigorosa dos contratos terceirizados.

Categoria espera resposta imediata

Agora, os vigilantes aguardam uma resposta efetiva do Governo do Paraná e da empresa responsável pelos contratos. Enquanto isso, o sindicato promete continuar acompanhando o caso e defendendo os direitos dos trabalhadores da segurança privada na região de Maringá.

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Redação O Diário de Maringá

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