Geração Z e mulheres lideram nova geração de jogadores digitais no Brasil
O perfil de quem joga games no Brasil mudou de forma significativa na última década. Segundo a Pesquisa Game Brasil (PGB) 2026, 75,3% dos brasileiros afirmam jogar algum tipo de game digital, um índice que mantém o país entre os cinco maiores mercados consumidores do mundo, com mais de 103 milhões de jogadores regulares.
O levantamento também revela uma virada demográfica relevante: por pouco, as mulheres já são maioria entre os jogadores, com 52,8% do total. A Geração Z, formada por pessoas entre 16 e 29 anos, assumiu a liderança etária com 36,5% de participação, superando os Millennials (33,7%) pela primeira vez desde que a pesquisa começou a medir esse recorte. A classe média também predomina, respondendo por 54,9% dos jogadores entrevistados.
O celular segue como a principal porta de entrada para os games, com 44,1% de preferência entre os entrevistados, seguido por consoles (24%) e computadores (21,1%). Ainda assim, a pesquisa aponta uma tendência de crescimento no consumo via PC entre o público mais jovem, associada a sessões mais longas e maior disposição para investir em equipamentos.
O avanço do público também acompanha o crescimento do mercado de games como um todo. Projeções da consultoria PwC apontam que o faturamento da indústria brasileira de jogos digitais deve atingir cerca de US$ 2,8 bilhões, impulsionado pela popularização dos esportes eletrônicos e pela expansão de tecnologias de jogo em nuvem. O país já figura, aliás, entre os maiores mercados globais para produtos voltados a esse público.
Esse movimento também é observado no segmento de jogos de cassino online. Um levantamento sobre o comportamento dos usuários da KTO apontou que os caça-níqueis concentram 93,9% das rodadas registradas na plataforma, seguidos por jogos rápidos (crash games) e roleta transmitida ao vivo, padrão que acompanha a preferência já observada no restante do mercado de jogos digitais pelo acesso via celular.
Para especialistas do setor, o retrato mais jovem, mais diverso e cada vez mais mobile do público brasileiro deve continuar orientando o desenvolvimento de novos produtos e formatos de jogo nos próximos anos, à medida que essa geração consolida seus hábitos de consumo digital.



