Deltan e Filipe miram Cristina Graeml, mas campanha reage na Justiça
Fortaleza Paraná questiona a janela de Libras no programa eleitoral de Cristina. Em resposta, defesa da candidata contesta o uso de inteligência artificial em vídeos de Deltan Dallagnol
A coligação “Fortaleza Paraná”, que reúne PL, Novo e Podemos, iniciou a guerra judicial da campanha eleitoral ao acionar Cristina Graeml, candidata ao Senado. A aliança de Deltan Dallagnol e Filipe alegou que a janela da intérprete de Libras no programa de Cristina seria menor do que o padrão exigido pela legislação eleitoral.
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No entanto, a advogada eleitoral de Cristina, Tainara Laber, aponta uma contradição na acusação. Segundo ela, a coligação não percebeu que um candidato da própria chapa utilizou uma janela de Libras ainda menor.
Até o momento, a Justiça Eleitoral não decidiu o caso. Tainara, porém, afirma que os programas de Cristina seguem os padrões estabelecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral. Por isso, a campanha mantém o conteúdo no ar.
Cristina reage e questiona inteligência artificial
Além de apresentar a defesa, a assessoria jurídica de Cristina Graeml decidiu reagir à iniciativa dos adversários.
A equipe da candidata acionou a Justiça Eleitoral para questionar o uso de inteligência artificial em vídeos de Deltan Dallagnol. De acordo com a alegação, o material não informa qual ferramenta de IA produziu o conteúdo e, portanto, estaria em desacordo com a legislação eleitoral.
Agora, as duas campanhas aguardam as decisões da Justiça Eleitoral. De um lado, a coligação de Deltan e Filipe questiona o tamanho da janela de Libras. Do outro, a defesa de Cristina contesta a identificação da inteligência artificial nos vídeos de Deltan.
Outra coligação questiona a elegibilidade de Deltan
Enquanto a disputa entre Cristina e a “Fortaleza Paraná” envolve Libras e inteligência artificial, outra frente jurídica pode atingir diretamente a candidatura de Deltan.
A coligação “Paraná para Todos” questionou a elegibilidade do ex-procurador da Lava Jato. Além disso, a aliança pediu que a Justiça Eleitoral afaste Deltan da disputa.
Como alternativa, o grupo quer impedir o candidato de utilizar dinheiro público e o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão. Segundo a coligação, esses recursos não deveriam financiar uma campanha que a Justiça poderá julgar nula.
Gleisi Hoffmann e Dr. Rosinha representam a aliança na disputa pelo Senado. Ao todo, oito partidos integram a coligação: PDT, PT, PV, PCdoB, PSOL, Rede, Solidariedade e PRD.
A Federação Brasil da Esperança reúne PT, PV e PCdoB. Já PSOL e Rede compõem outra federação. Por sua vez, Solidariedade e PRD integram a Federação Renovação Solidária.
Cassação de 2022 retorna ao debate
O histórico eleitoral de Deltan Dallagnol reforçou a nova discussão jurídica. Em 2022, o Tribunal Superior Eleitoral cassou o registro de sua candidatura.
Naquela eleição, os eleitores escolheram Deltan para deputado federal. Ele assumiu o mandato, mas a Justiça decidiu o caso posteriormente. Depois disso, um suplente ocupou sua vaga.
A demora pela decisão, portanto, frustrou parte dos eleitores naquele ano. Agora, a coligação “Paraná para Todos” usa esse episódio para sustentar o pedido contra a nova candidatura de Deltan.
Deltan reage, mas direciona ataque a Cristina
A Justiça Eleitoral ainda não definiu a situação eleitoral de Deltan Dallagnol. Mesmo assim, o candidato passou a usar a disputa jurídica como parte de sua estratégia eleitoral.
Deltan partiu para o ataque contra Cristina Graeml. A candidata, contudo, não integra a coligação que pediu seu afastamento da disputa e não participou da ação sobre sua elegibilidade.
Além disso, a própria coligação de Deltan e Filipe iniciou a guerra judicial ao escolher Cristina como primeiro alvo. A aliança questionou a janela de Libras da adversária e, em seguida, recebeu como resposta uma ação contra o uso de inteligência artificial nos vídeos de Deltan.
Enquanto as campanhas aguardam as decisões, a disputa pelo Senado avança dos programas eleitorais para os tribunais.



