Mau cheiro no Jardim Ouro Cola
Moradores denunciaram o forte odor na região. No local, entrevistei Adalberto Wilian Ferracin, gerente de Recursos Hídricos do IAM, e o vereador Diogo Altamir
Recebi reclamações de moradores sobre um vazamento com forte odor no Jardim Ouro Cola, em Maringá. Fui até o local para verificar a situação e encontrei uma equipe do Instituto Ambiental de Maringá (IAM), que já realizava a fiscalização.
Entrevistei primeiro Adalberto Wilian Ferracin, gerente de Recursos Hídricos do IAM. Depois, conversei com o vereador Diogo Altamir, integrante da comissão que acompanha o problema do mau cheiro na cidade.
O odor era muito forte. Segundo Ferracin, o IAM recebeu várias reclamações e enviou servidores para descobrir a origem do vazamento.
“Nós estamos tentando verificar se existe um ponto de lançamento clandestino ou se é alguma obstrução da rede. Aí, a gente pode acionar a concessionária responsável pelo sistema de esgotamento sanitário”, explicou.
IAM investiga origem do material
Perguntei a Ferracin se o vazamento poderia ter relação com alguma indústria ou empresa instalada na região. Ele respondeu que o IAM ainda não tinha elementos suficientes para apontar o responsável.
De acordo com o gerente, algumas empresas de grande porte localizadas naquela área possuem redes próprias. No entanto, as primeiras informações levantadas pela fiscalização indicavam a possibilidade de esgoto sanitário doméstico.
“O que tudo indica, pelo que conseguimos apurar até agora, seria esgotamento sanitário doméstico. A gente ainda não consegue afirmar precisamente se é uma empresa ou alguma ligação clandestina, mas estamos averiguando”, afirmou Ferracin.
O gerente explicou que o IAM precisava identificar quem responde pela rede. Depois disso, o instituto acionaria a empresa responsável para executar os procedimentos operacionais.
Perguntei se o problema poderia ser resolvido ainda na terça-feira. Ferracin disse que essa era a expectativa da equipe, principalmente por causa da intensidade do mau cheiro.
Diogo Altamir acompanhou a fiscalização
Também entrevistei o vereador Diogo Altamir. Ele informou que recebeu reclamações da população e procurou os órgãos responsáveis.
“A gente faz parte da comissão do mau cheiro na Câmara de Vereadores e foi chamado pela população. Conversamos com o IAM, que mandou as pessoas até aqui”, relatou.
Segundo o vereador, os técnicos conseguiram interromper o vazamento. Naquele momento, porém, ainda faltava identificar a origem do material e quem causou o problema.
“Acabou de parar o vazamento. Agora, estamos esperando para saber quem foi o responsável”, disse Diogo Altamir.
Questionei se o responsável poderia sofrer alguma punição. O vereador respondeu que qualquer medida dependeria do resultado da fiscalização.
“Terá a punição adequada. A gente não sabe se foi uma empresa ou uma ligação clandestina. Estamos esperando os resultados junto com o IAM”, declarou.
Equipe encontra queimada durante vistoria
Enquanto verificava o vazamento, a equipe do IAM também encontrou uma queimada na região. Ferracin alertou que a legislação proíbe essa prática e prevê multas e outras sanções administrativas.
“A gente faz o apelo para que as pessoas não queimem qualquer tipo de material, principalmente lixo”, afirmou.
Até o encerramento das entrevistas, o IAM ainda não havia divulgado a origem do vazamento nem identificado o responsável. O instituto continuaria a apuração para definir quais providências deveriam ser tomadas.
Veja o vídeo e acompanhe as entrevistas que fiz com Adalberto Wilian Ferracin e o vereador Diogo Altamir no Jardim Ouro Cola.
Por Gilmar Ferreira, jornalista
O Diário de Maringá, informação com responsabilidade.




