Advogado pede cassação de dois vereadores por suposto uso de assessores em campanha

Advogado pede cassação de dois vereadores  por suposto uso de assessores em campanha


Denúncia contra Sadi Kisiel e Cleverson Sibulski aponta possível sobreposição entre trabalho eleitoral e expediente na Câmara, com prejuízo estimado de R$ 19.577,09.

O advogado Moacir Francisco Vozniak pede a abertura de processo de cassação dos vereadores Sadi José Kisiel e Cleverson Antonio Sibulski, da Câmara Municipal de Cascavel. Em denúncia datada de 13 de outubro de 2026, ele acusa os parlamentares de manter assessores remunerados pelo Legislativo enquanto atuavam na campanha de Leonaldo Paranhos da Silva, candidato a deputado federal pelo PSD.

O documento dirige o pedido ao presidente da Câmara, Tiago Rodrigues de Almeida, e aos demais integrantes da Mesa Diretora. Segundo o denunciante, a situação teria provocado um prejuízo de R$ 19.577,09 aos cofres públicos. Esse valor representa a estimativa apresentada na denúncia, sem decisão sobre a responsabilidade dos envolvidos.

Prefiro não acreditar



Denúncia aponta contratos de R$ 4 mil por assessor

Conforme a peça, Edilson Rocha da Silva ocupa o cargo de assessor especial de gabinete de Sadi Kisiel desde 7 de janeiro de 2025. Já Wanderli Padilha da Silva ocupa o cargo de assessor parlamentar no gabinete de Cleverson Sibulski, com nomeação na mesma data.

O advogado afirma que a prestação de contas da campanha de Paranhos registra contratos de R$ 4 mil para cada assessor.

No caso de Edilson, o contrato prevê atuação como coordenador regional entre 16 de agosto e 3 de outubro de 2026. Para Wanderli, a contratação abrange a coordenação de equipe em Cascavel entre 24 de agosto e 3 de outubro.

Ainda segundo a denúncia, os dois mantiveram os cargos e receberam integralmente os vencimentos da Câmara durante esses períodos. O autor sustenta que as atividades eleitorais ocorreram no horário de expediente do Legislativo.

Prejuízo estimado inclui valores de outubro

O cálculo apresentado pelo advogado atribui a Edilson 33 dias de sobreposição entre o período de campanha e a remuneração pelo Legislativo. A estimativa correspondente chega a R$ 10.434,12.

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Nesse levantamento, o denunciante excluiu as férias de Edilson entre 1º e 15 de setembro de 2026.

Para Wanderli, a peça aponta 40 dias de sobreposição e estima R$ 9.142,97 em vencimentos. Além disso, menciona três dias de afastamento por doença em setembro, com pagamento de R$ 685,72, dentro do período do contrato eleitoral. O advogado pede esclarecimentos sobre essa situação durante a apuração.

O documento informa que o cálculo considera o vencimento básico, sem auxílio-alimentação ou encargos patronais. Também ressalva que os valores relativos a outubro são estimados, porque a folha daquele mês ainda não estava disponível.

Documento cita campanha conjunta com Paranhos

A denúncia também relata que Cleverson Sibulski disputou uma vaga de deputado estadual pelo União Brasil e fez campanha conjunta com Paranhos.

Segundo o advogado, a prestação de contas parcial de Paranhos registra duas doações de materiais à campanha de Sibulski em 6 de setembro de 2026: 20 mil “colinhas”, no valor de R$ 600, e dez adesivos perfurados, no valor de R$ 80.

O autor usa esses registros para sustentar que Sibulski conhecia a atuação de seu assessor na campanha. Essa conclusão integra a argumentação da denúncia.

Advogado solicita documentos e abertura de processo

Vozniak pede que a Mesa Diretora analise a admissibilidade da denúncia e encaminhe a abertura de uma comissão processante. Ao final do procedimento, solicita a cassação dos dois mandatos.

Entre as diligências, requer folhas de ponto, registros de frequência, contratos eleitorais, demonstrativos de pagamento e depoimentos dos envolvidos. Também solicita o encaminhamento do caso ao Ministério Público do Estado do Paraná e ao Ministério Público Eleitoral.

Além disso, pede apuração administrativa sobre os assessores e providências para ressarcir os valores que considera indevidos.

A própria denúncia requer a notificação dos vereadores para apresentação de defesa, com contraditório e ampla defesa.

TV Diário
Gilmar Ferreira

Gilmar Ferreira

Gilmar Ferreira Jornalista, apresentador e mestre de cerimônias | MTB 0011341/PR Gilmar Ferreira construiu sua trajetória entre redações, estúdios de televisão, emissoras de rádio e eventos. Sua experiência reúne a apuração jornalística, a apresentação ao vivo e a condução de cerimônias, com atuação no Paraná e em Santa Catarina. Atualmente, é diretor de redação de O Diário de Maringá e atua como mestre de cerimônias em eventos no Paraná e SP. Na televisão, trabalhou como apresentador e âncora na TV Maringá (Band), RIC TV Maringá (Record), Record News (Rede Mercosul) e RTV 10 Maringá. Sua trajetória no rádio inclui passagens, no Paraná, pela Jovem Pan FM, Metropolitana FM, Rede de Rádios, Globo FM, Rádio Colorado AM e Eden FM. Em Santa Catarina, atuou na Rádio Menina FM e na Rádio Globo AM, em Blumenau. Em cada formato, Gilmar leva a experiência de quem conhece a notícia desde a apuração até o momento de comunicá-la ao público.

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