28% dos ministérios de Brasília estão sem ministro.

Nesta quarta-feira (20), os ministros de Minas e Energia, Eduardo Braga, e da Secretaria de Portos, Helder Barbalho, filiados do PMDB, pediram demissão. A decisão deles foi tomada três dias depois de a Câmara dos Deputados aprovar a abertura do processo de impeachment contra Dilma com amplo apoio da legenda. A informação de interlocutores do Palácio do Planalto é que ambos os ministros teriam ficado desconfortáveis com a situação do partido após o resultado da votação.
Ao todo, estão vagas as cadeiras de ministro da Casa Civil, Ciência e Tecnologia, Aviação Civil, Esporte, Integração Nacional, Cidades e Turismo.
O principal motivo da saída dos ministros é o enfraquecimento do governo e a perda de partidos na base aliada. O PMDB, por exemplo, que foi o grande parceiro dos 13 anos de governo do PT, chegou a ter sete integrantes nomeados, mas apenas dois permanecem nos cargos: Marcelo Castro, na Saúde, e Kátia Abreu, na Agricultura.
Além de Braga e Barbalho, o deputado Celso Pansera, que também é do PMDB e deixou o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação para votar contra o impeachment, não retornou ao cargo. O deputado Mauro Lopes, ex-ministro da Aviação Civil, votou favoravelmente ao impeachment e por isso também não reassumirá a pasta.
Um dos principais aliados do vice-presidente Michel Temer, o ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves deixou o cargo um dia antes de o PMDB decidir deixar a base de apoio ao governo, no final de março. Na ocasião, o partido determinou que os ministros filiados ao partido deixassem os cargos ocupados.
A Casa Civil, por sua vez, está a espera da decisão do Supremo Tribunal Federal para poder contar – ou não – com a presença do ex-presidente Lula no seu comando.