Tecnologia é ferramenta básica para empresas que pretendem manter o home office

Pesquisa mostra que 70% dos colaboradores que migraram para o trabalho em casa desejam continuar à distância mesmo após a pandemia
Brasil, outubro de 2020 – O movimento “fique em casa” marcou os primeiros meses do isolamento, antes de todo o abre e fecha do comércio e outras atividades. Com isso muitas empresas mudaram as atividades de escritório temporariamente para o home office, ou não tão temporariamente assim. Porém, de acordo com a Pesquisa de Gestão de Pessoas na Crise de Covid-19, realizada pela Fundação Instituto de Administração (FIA) em abril desse ano, 61,15% dos colaboradores tiveram dificuldades com o trabalho remoto. O diretor comercial da InfoWorker Tecnologia, Josney Lara, destaca que para tal mudança ser sustentada, precisa estar diretamente associada à tecnologia.
Ele explica que as maiores dificuldades das empresas com a distância estão ligadas à transformação digital tardia. “Apesar das comodidades, o teletrabalho é uma modalidade desafiadora, pois exige que as empresas façam adaptações, principalmente se pretendem manter o home office a longo prazo”, aponta.
Sistemas de automação de tarefas, Business Intelligence, segurança de dados e a integração de sistemas são alguns pontos indispensáveis para manter o home office ou um modelo híbrido de trabalho, de acordo com Josney Lara. “Existem diversas ferramentas que podem e devem ser aplicadas nos dispositivos das empresas para manter esse formato de trabalho. É necessário que as empresas olhem para dentro e entendam as necessidades do momento”, aponta.
Mudanças
Claramente existem vantagens, como a flexibilidade de horário e em evitar o trânsito para trabalhar, mas a distância também tem seus agravantes, como a integração da equipe, o acesso aos dados, servidores, etc. O gestor explica que, mais do que o local, o home office muda a dinâmica do relacionamento, da segurança dos dados da empresa, processos e outros aspectos fundamentais que fazem parte da rotina das empresas.
“Mesmo sendo uma tendência já há algum tempo, a pandemia acelerou muito esse processo para a maioria das empresas”, afirma Josney. Essa percepção também é apontada por uma projeção feita pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) em julho, que indica que houve uma aceleração nas tendências relacionadas a tecnologia e mercado de trabalho. Isso deve antecipar para 2021 mudanças que deveriam ocorrer somente entre 5 e 10 anos.
Enquanto isso, para empresas que já vinham investindo em tecnologia e automação, o ritmo não mudou tanto. É o que conta Filipe Kuster, diretor de projetos da Kuster Machado Advogados. “Desde o começo do escritório os sócios têm uma inclinação muito grande pra tecnologia e quando o mercado começou a pensar nisso, já tínhamos uma estrutura montada”, contou Kuster.
Desde 2005 todos os processos judiciais da empresa são totalmente digitalizados. Ele explica que o investimento em tecnologia é algo constante e que se intensificou ainda mais nos últimos anos. O escritório firmou uma parceria com a InfoWorker para fortalecer essa transformação digital em todas as áreas.
Com escritórios espalhados em cinco cidades no Brasil e duas no exterior, a empresa precisava contar uma dinâmica de trabalho muito rápida, com informações em tempo real. Por isso, nos últimos cinco anos houve um grande impulsionamento da tecnologia na empresa. “Tudo isso permite a interconexão e a rapidez de informação tanto para nossos clientes quanto internamente”, explica Kuster.
Regime híbrido
A pesquisa realizada pela FIA mostrou ainda que 70% dos colaboradores gostariam de continuar trabalhando em casa, porém, é provável que o teletrabalho deve ser mantido parcialmente. Essa mistura nos regimes de trabalho é conhecida como híbrido, ou seja, parte das atividades são mantidas presencialmente e parte pode ser realizada à distância.
Josney explica que mesmo com um regime híbrido é necessário que as empresas e seus sistemas de tecnologia estejam integrados e seguros. “O home office, definitivo ou parcial, exige preparo tecnológico e as empresas que já contam com esses recursos estão prontas para essa experiência”, assegura.
Para a Kuster Machado a adaptação no início da pandemia foi muito rápida. Segundo Filipe Kuster, em questão de dois dias eles já tinham todos em casa e de forma organizada, justamente pelos sistemas de tecnologia que já possuíam. Ele acrescenta que a intenção da empresa, mesmo pós covid, é trabalhar com esse sistema híbrido, de acordo com a preferência e índices de desempenho dos colaboradores.
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