Em um ano de pandemia, Estado abriu 3.616 leitos para Covid-19

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Beto Preto

Prestes a completar um ano desde o anúncio das primeiras medidas de enfrentamento à pandemia de Covid-19, o Governo do Paraná já abriu 3.616 leitos exclusivos para pacientes com casos confirmados ou suspeitos da doença. Este é o número de leitos ativos até a manhã desta quarta-feira (3), o maior desde o início da pandemia, mas a previsão da Secretaria de Estado da Saúde é colocar mais 155 em operação nas próximas semanas.

O número de leitos de UTI abertos no período é superior ao que foi criado nos últimos 20 anos no Estado. Instalada gradualmente, conforme o avanço dos casos no Paraná, a estrutura já foi utilizada por cerca de 55 mil pessoas que foram hospitalizadas para tratar das complicações da Covid.

O Governo do Estado destinou R$ 163,2 milhões na ampliação da rede hospitalar nas 22 Regionais de Saúde, com incremento de leitos em hospitais públicos e particulares que atendem pelo Sistema Únicos de Saúde (SUS). Com a escalada dos contágios nas últimas semanas, o Estado mantém a ampliação das UTIs e enfermarias. “Desde os primeiros casos, tivemos a estratégia de ampliar o atendimento regional e disponibilizamos leitos para todo o Estado. Apostamos em melhorar o que já existia e não abrimos hospitais de campanha, que custam muito e acabam não sendo incorporados à estrutura de saúde”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “Mas os recursos são finitos. Os profissionais de saúde trabalharam de maneira árdua ao longo do último ano, está cada vez mais difícil para as equipes da linha de frente”.

INCREMENTO – Mesmo assim, houve um incremento de 630 leitos somente neste ano, quase metade deles ativada na última semana pelo Governo do Estado. Além dos novos leitos – 251 de UTI e 379 de enfermaria, outros 155 estão previstos para entrarem em operação nas próximas semanas, sendo 67 de UTI. 

Até a terça-feira (2), a taxa de ocupação das UTIs estava em 92% no Estado, com situação mais crítica na Macrorregião Oeste, que chegou a 97%. “Nosso planejamento é baseado em estudos que apontam os cenários da curva de contágio, mas a situação atual é pior que a previsão mais pessimista. A taxa de ocupação está muito alta e o sistema está operando dentro do limite”, explica o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

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