Secretário Marcelo Puzzi destaca Maringá como exemplo no enfrentamento à pandemia

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Marcelo Puzzi

À frente da Secretaria de Saúde, Puzzi explica as medidas adotadas pela Prefeitura para garantir atendimento adequado aos pacientes de Covid-19

Desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que o surto de Covid-19 era, na verdade, uma pandemia, a gestão Ulisses Maia, vem trabalhando para fortalecer o sistema municipal de saúde e garantir atendimento digno e de qualidade para todos os maringaenses. O secretário municipal de Saúde, Marcelo Puzzi, detalha como a cidade se organizou para chegar à segunda onda da pandemia com um plano sólido de enfrentamento à doença.
A Secretaria comprou e estocou uma série de insumos que seriam necessários para realizar os atendimentos e, posteriormente, para imunizar a população. Em outra frente, foi implementada uma política de implantação gradativa de leitos exclusivos para pacientes de Covid-19, tanto em enfermarias quanto em UTIs.
Em um primeiro momento, a Prefeitura escalou o Hospital Municipal de Maringá (HMM) como unidade de referência para o tratamento de pacientes do novo coronavírus. Quando foi necessário ampliar esse atendimento, a Secretaria abriu leitos de enfermaria e UTI na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Zona Sul. Agora, o secretário aposta em uma ampliação ainda maior desses atendimentos implantando leitos de enfermaria na UPA Zona Norte.
Assim, as três unidades – HMM, UPA Zona Sul e UPA Zona Norte – formam o Complexo Municipal de Atendimento Covid. Por esse motivo, a Unidade Básica de Saúde (UBS) Quebec passa a ser referência para atendimentos de emergência não-Covid na cidade. “Separar os pacientes infectados e aqueles que precisam de atendimento por outras razões é uma forma de evitar que mais pessoas se contaminem com o vírus e, ainda assim, garantir toda a proteção necessária à população. Esperamos não precisar expandir mais, mas, se isso acontecer, ainda podemos ter leitos de UTI para Covid em outras UPAs e transformar as UBS em UPAs não-Covid”, explica Puzzi.
Ação preventiva permitiu criação de rede sólida de atendimento à saúde.

Como se viu em muitas partes do mundo, agir rápido é fundamental no enfrentamento à pandemia, visto que vírus se espalha com muita velocidade. O secretário destaca que, se a rede de atendimento de Maringá hoje está fortalecida, é graças a um planejamento rigoroso. “Garantimos antecipadamente as necessidades de tratamento no padrão de terapia intensiva dos pacientes Covid, como ventiladores, medicações intravenosas e profissionais de saúde para atuar nesses locais”, lembra.
Além dos equipamentos, medicamentos e outros materiais fundamentais neste período, também era preciso assegurar equipes de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e outros especialistas devidamente preparados para lidar com a grave situação em que muitos pacientes chegam às unidades. Assim, a Secretaria de Saúde contratou mais profissionais e também realocou equipes inteiras para o Complexo Municipal de Atendimento Covid. Essa medida prévia permite que, hoje, mesmo o atendimento realizado nos leitos de enfermaria siga um padrão parecido com aquele adotado nas Unidades de Terapia Intensiva. Outra medida tomada foi a contratação de leitos não-Covid em hospitais privados de Maringá.
A manutenção dessa estrutura é complexa e demanda esforço de toda a Secretaria, como explica Puzzi. “Não foi uma tarefa fácil, a Prefeitura ainda luta para ampliar a equipe de atendimento médico e manter os estoque regulatórios de equipamentos e insumos médicos”, relata. Mas a ampliação gradativa do Complexo evitou que a cidade precisasse instalar hospitais de campanha, por exemplo. Para o secretário, essa é uma vantagem porque esse tipo de unidade requer uma série de condições difíceis de assegurar com rapidez, como geradores potentes de energia elétrica, tratamento especial de esgoto, descarte adequado de resíduos, entre outras. Adaptar as unidades já existentes, então, é a melhor forma de manter as condições hospitalares no padrão SUS, além de ser mais rápido e eficiente.
“Adotamos medidas restritivas para reduzir a expansão do vírus e a sobrecarga do sistema hospitalar da cidade, mas não estivemos em situação de pré-colapso do atendimento aos pacientes de Covid”, afirma Puzzi, que também ressalta a importância da aproximação com outros hospitais públicos do município. “Mantivemos a proximidade com o Hospital Universitário de Maringá (HUM), também um hospital público, além de expandirmos o atendimento SUS nos hospitais filantrópicos e privados de Maringá. Novos leitos públicos de UTI foram implantados graças à interlocução direta do prefeito Ulisses Maia junto ao governador Ratinho Jr.”

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