O conto de fadas das redes sociais: por trás de todo excesso, há uma falta

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Ester Corrêa
Ester Corrêa

O que tem por trás de tanto “glamour” das redes sociais? Absolutamente nada. Ou melhor, uma escassez de conteúdo, e uma sobra de tempo. Como diz a frase,” por trás de todo excesso, há uma falta”. E não é à toa que a frase é muito usada, simbolicamente, quando se trata de saúde mental.

Nos dias de hoje, a maior ferramenta utilizada para diversos fins, desde a arte e entretenimento, ao conteúdo mais rico e educativo possível, é a internet. Porém, quando usada em excesso com objetivo exibicional de uma irrealidade, pode ser emocionalmente destrutivo.

As redes sociais, têm o poder de escancarar os estereótipos mais absurdos da vida perfeita – o corpo, o look, a viagem, o relacionamento perfeito, e por aí vai. Há quem aposta até na comida perfeita.

Existem cada vez mais padrões, que tendem a nos influenciar que só seremos socialmente aceitos se os seguirmos. Não vamos radicalizar quando queremos compartilhar algo, ou um momento bom que nos despertou felicidade, mas olhar os perfis de maneira aspiracional, frequentemente, é sair da realidade de si mesmo. É aí que mora o perigo.

Cada um tem sua particularidade, suas qualidades. É mais saudável quando somamos nossas diferenças e principalmente quando desconstruímos padrões socialmente aceitos. Viver engessado em um modelo de vida imposto pelo outro é absurdamente destrutivo para a saúde mental. A nossa geração é uma das que mais possui doenças psiquiátricas, como ansiedade, depressão, síndrome do pânico, entre outras. Claro que os motivos, vão além. Existem diversos fatores por trás de um diagnóstico.

Falar sobre a realidade das redes sociais pode ser libertador para quem sofre da “síndrome do conto de fadas” e, nesse contexto, o melhor a se fazer é procurar ajuda profissional. Somente ela, poderá auxiliar a encontrar o equilíbrio entre o real e o ilusório. Nos bastidores da exibição, há uma vida “normal”, trabalho, filhos, financeiro, falta de tempo, canseira, e muitos outros atributos do cotidiano.

Olhando por outro viés, qual o propósito de postar infelicidade? Tudo é uma questão de bom senso. Até parece divertido o mundinho perfeito, mas aí já seria uma fantasia da realidade, e nesse contexto envolve saúde mental e uma urgência em mantê-la saudável. Esclarecer que muitas postagens é apenas um momento, e não uma vida, muito menos a realidade, pode ser libertador.

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