Quem nunca se sentiu paralisado por medo?

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Ester Corrêa
Ester Corrêa

Durante a nossa vida, vivemos de tudo um pouco. Situações variadas, boas, ruins, marcantes, ou até traumáticas. Em algum momento, todos nós já experienciamos uma das mais comuns sensações — o medo. Ele é tão rotineiro, que por diversas vezes passa despercebido ou escondido entre linhas. É o sentimento mais comum desde os primatas nas situações de luta ou fuga. Assim, com o desenvolver da espécie, situações geradoras de “stress” e consequentemente o medo, também aparecem de forma avassaladora. Não é para menos, pois, diante de tantos cenários, com a evolução da história da humanidade no ápice de tantas inseguranças, das mais variadas áreas, é bem comum que ele faça presente no nosso convívio. Quem nunca se sentiu paralisado por medo? Perdido, cheio de dúvidas, perguntas, incertezas, e todas permeadas de um medo que anula, sufoca, com tendências a nos fazer fugir — literalmente.

Em algumas raras situações, temos consciência do que nos paralisa, a outra maioria, não. Por vezes, nem sabemos o porquê do sentimento sombrio, apenas sentimos. É assustador, temeroso ainda mais quando está somente no imaginário, ou seja, dentro de nós. Falar sobre, é riquíssimo, é uma atitude nobre de coragem e enfrentamento, mas comumente ignorado, na tentativa que o sentimento passe, caia no esquecimento, ou qualquer outra forma de fuga, todavia não — ele sempre estará naquele lugar, retomando a consciência de tempos em tempos.

Saber lidar com o medo é um exercício, disciplinado e orientado por profissionais capacitados, pois, somente eles serão capazes de nos ajudar a compreender. Trata-se de um trabalho árduo, complexo, nada simples, exige paciência, compreensão, e muita empatia, já que estamos mexendo com gatilhos cerebrais, provocados por situações que geram desconforto. O enfrentamento dos fatos, é mais que se possa imaginar, às vezes dói, incomoda, nos apavora. Temos a tendência a fugir do enfrentamento, mas é um mal necessário. Entretanto, exige calma, cautela, “pisar em ovos”, mas é o caminho. Seja qual for a situação que gerou esse sentimento desconfortante, sempre será incômodo e cruel. Apesar de ser um sentimento natural na vida, que permite a própria sobrevivência, a falta de coragem para vencer o medo em algumas situações cotidianas prejudicam a concretização de sonhos, objetivos, e a barreira está justamente aí — a fuga. Assim, ao aprendermos a lidar com esse sentimento, ele sai do imaginário, deixa de ser desconhecido, e passa ser nosso aliado para enfrentamento. A maioria de nós, temos crenças limitantes, situações negativas que desfavorece nosso impulso para o amadurecimento emocional, nos impedindo de aproveitar todo o nosso potencial, de viver intensamente como cada um merece em sua forma de ser. Sendo assim, é possível aprendermos a ter coragem para lutar contra nossos temores. Toda mudança é difícil, pois, há o receio de cometer erros, de ser criticado, rejeitado, ou até vivenciar novamente experiências que foram desagradáveis. Ainda assim, as pessoas são capazes de superar os entraves e encontrarem coragem para vencer o medo, basta acreditar. Desta forma, compartilhe seus receios, pois, ao externalizar suas emoções, há uma troca de experiências, fazendo com que tomamos conta de que todos somos humanos, eternamente alunos, passíveis de erros, acertos e recaídas — isso, alivia nossa carga emocional. Com o tempo, vamos percebendo o quão forte somos quando olhamos para dentro de nós. Esse interior, estão os mais belos rascunhos da vida. Coragem!

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