O Brasil não pode virar uma Venezuela

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Folha - UOL Caminhão de ossos' no Rio é disputado por população com fome
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Foi com esse discurso que o presidente Jair Messias Bolsonaro chegou ao poder.

Na gestão do presidente Bolsonaro, as coisas tornaram bem diferente do seu discurso. Um exemplo bem claro e que está aterrorizando a todos, é o preço da gasolina.

No governo (Dilma), o valore desse combustível não passava R$ 2,685 o litro, bem como o presidente Temer que também não foi muito além na inflação, com valores aproximados em R$ 4,49.

Já na gestão atual, em 2021, por exemplo, sofreu um aumento de mais de 70% e chega a custar R$ 7,88 no rio Grande do Sul.

O IGPM (índice que reajusta os alugueis), foi de 35,75%, consequentemente da carne de boi (17,6%), seguida da de porco (15,1%) e de frango (11,8%). Alternativa às carnes, no caso o ovo de galinha, também não ficou muito atrás, com alteração de (7,6%). Em contrapartida, temos a seguinte pergunta: O salário mínimo acompanhou?

Podemos responder com essa simples equação: em 2021 ficou abaixo da inflação com a correção de 5,26%. Talvez isso nos justifica alguns questionamentos.

Continuando com os efeitos da “gestão” do presidente, podemos citar o desemprego — bate recordes.

Entre maio e setembro, o IBGE registrou que 4,1 milhões de pessoas, buscavam ocupação no mercado de trabalho, ou seja, um aumento de 43%, e com isso, já estamos na marca dos 14 milhões de brasileiros desempregados — o maior número da história.

Somente na última semana de setembro, a taxa de desemprego saltou de 13,7% para 14,4%. Em uma semana, a política de Guedes fez com que 726 mil pessoas passassem a procurar emprego, enquanto outras 647 mil foram demitidas.

Em continuação aos demais seguimentos afetados pela presidência atual, segundo o Inpe (Instituto de Pesquisas Espaciais), a média de desmatamento na Amazônia foi de 6.719 km² por mês nos cinco anos anteriores ao governo Bolsonaro, e de 10.490 km² por mês nos dois primeiros anos de seu governo, um aumento de 56%.

A situação, torna-se ainda mais caótica quando falamos de aumento da violência. Essa têm aumentado fortemente contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil.

Em 2020, elaborado pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e lançado em (26/01), dentro das atividades do Fórum Social Mundial, foi o ano mais violento desde o começo da década de 1990, quando a entidade sindical iniciou a série histórica.

Foram 428 casos de ataques — incluindo dois assassinatos — o que representa um aumento de 105,77% em relação a 2019, ano em que também houve crescimento das violações à liberdade de imprensa no país.

Na avaliação da Federação Nacional dos Jornalistas, esse crescimento está diretamente ligado ao bolsonarismo, movimento político de extrema-direta, capitaneado pelo presidente Jair Bolsonaro, que repercute na sociedade por meio dos seus seguidores.

A corrupção no governo Bolsonaro envolve filhos, ex esposa, aliados e o líder do governo.

Com relação à saúde, o mundo responde em meio as lágrimas e as perdas irreparáveis. As mortes causadas pela covid-19, motivo de tanta dor e sofrimento, só não são maiores graças ao empenho de prefeitos e governadores que fizeram o papel que o governo federal não realizou. Infelizmente, mesmo com o socorro prestado pelos demais governantes, essa dor, nunca será reparada. Ficou na história, e na forma de cicatriz no coração de milhares de famílias. Essa, era uma medida de urgência, uma prioridade acima de todas, um comprometimento com a vida, que não foi sequer respeitado, muito menos colocado à frente.

O brasileiro nunca esteve tão conectado as redes sociais pelas condições sanitárias, porém, com uma péssima qualidade das informações, tendo em vista que o próprio presidente utiliza a internet para veicular fakes. Às vezes, a população não consegue mensurar o quão grave é a famosa “fake News”, e é compreensível, pois, nem sempre sabemos identificar falsas notícias.

Mediante tudo isso, ainda há pessoas que acreditam que o comunismo será implantado no Brasil, o que não é verdade, e infelizmente não conseguem perceber o quanto estamos perdendo em poder aquisitivo, qualidade de vida e liberdade nesse governo.

Engana-se quem acredita que para ser contra o PT necessariamente deve ser Bolsonaro. Um exemplo disso, é avaliar o ano de 2018 e 2021.

Teremos várias outras alternativas para votar e, nessa altura, chega a hora de entender o contexto, colocar na balança, e somente assim, decidir quem possui o melhor perfil para governar, sempre com respeito as diferenças, pois, é com o dinheiro dos impostos de todos que se compõe o orçamento federal.

Lastimável nossa situação atual, precisamos urgentemente de informações bem fundamentadas para nos posicionar diante da necessidade de reversão do caos. Com este governo nunca estivemos tão próximos do que temíamos, a Venezuela.

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