Porque os homens não vão ao médico?

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Ester Corrêa

Medo? Tabu? Constrangimento? Por acreditar que eles não adoecem? Uma teoria antiga, popularmente aceita e honrada nas gerações passadas, de que “homens são fortes, não choram, não adoecem”, como se qualquer um deles denotasse sinal de fracasso, e que por anos essas crenças a respeito foram mantidas. A questão é que estamos no século XXI, e as justificativas continuam as mesmas. Nenhuma suficiente para excluir os cuidados com a saúde masculina.
É claro que uma boa parcela dos homens frequenta os consultórios sem nenhum problema, porém, o número dos que deixam de buscar ajuda médica ainda é grande. Por conta disso, eles são acometidos por enfermidades que geram sérias complicações, quando poderiam ser tratadas precocemente. Os argumentos não param por aí — há quem diz não ir ao médico por entender que é constrangedor, ou devido a perguntas pessoais feitas pelo profissional, ou porque não deseja se pesar na balança, ficar nu, mesmo sabendo que usará vestimenta hospitalar, queixam-se da baixa temperatura da sala de exames, até apontam que é muito ocupado, mas raramente assumem o medo de descobrir uma possível doença.

O problema é que quando procuram ajudam, os sintomas já estão exacerbados, o que caracteriza um quadro de saúde em estágio delicado, e consequentemente condutas mais complexas. Mediante o contexto, é passado para os demais que “basta ir ao médico e descobrir uma doença”, quando que, na verdade, foi o contrário. Basta não ir, na tentativa de amenizar, que as complicações aparecem. Assim, o público masculino coloca em risco a própria vida ao não tomar as devidas medidas preventivas.

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Não necessariamente, devemos estar a porta de um consultório por uma dor de cabeça, mas pela frequência dela sim. Dentre outros tantos sinais que o corpo nos dá para mostrar que algo não está legal, é preciso estar atento, mesmo que isso precise de uma mãozinha das pessoas mais próximas. A intenção é o cuidado com o próprio corpo e mente.

Vale lembrar que, saúde mental também é considerado cuidados com a saúde, e que desperta muita atenção pela forma como é negligenciada pelo público masculino. Assim como qualquer outra, ela pode se tornar crônica e precisar de medidas mais específicas. Por isso, a importância de manter a saúde nos eixos, cultivando hábitos e alimentação saudáveis, atividade física regular é tão discutida.

Pode parecer maçante, mas esse trio tem mais poder do que se possa imaginar. Não é à toa que se discute muito sobre o tema, pois, a capacidade que uma boa alimentação e uma atividade física regular tem de manter a saúde em equilíbrio, ainda não foi atingido compreensão total pela maioria, senão, ela seria idolatrada.
A prevenção sempre será a melhor maneira de evitar complicações de saúde. Por isso, os homens devem deixar de lado os tabus alimentados por décadas, e passar pelo médico periodicamente. Afinal, a beleza de um homem, está na nobreza das suas atitudes, e estas, inclui o cuidado consigo mesmo.

Ester Corrêa

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Ester Corrêa: Jornalista MTB 0012461/PR Enfermeira com Pós-graduação em em SCIH (serviço de controle em infecção hospitalar) pela universidade estadual de Londrina – UEL Experiência em auditoria hospitalar de operadora de Saúde – retrospectiva e in loco Coren/280392 . Especialização em saúde da família Colunista de Saúde de O Diário de Maringá.. Contato: estercorrea@odiariodemaringa.com.br

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