Requião Filho: Ratinho quer privatizar até a fiscalização do pedágio

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Requião Filho
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A dez dias de finalizar os contratos de pedágio mais polêmicos da história do Paraná, o Governo do Estado divulgou pela imprensa que irá terceirizar os serviços de atendimento ao usuário até que seja realizada nova licitação para as concessões das rodovias, o que deve ocorrer até o final do ano que vem. Nesse intervalo, empresas especializadas devem ser contratadas para executar os serviços de guincho e manutenção das estradas. Não fossem apenas essas atribuições, o Governo também revelou que pretende terceirizar a fiscalização, a auditoria e o levantamento de débitos que serão deixados pelas pedageiras, referente às obrigações que não foram cumpridas em contrato. No início do ano, a agência reguladora do Estado apresentou um relatório completo sobre a dívida do pedágio que, até dezembro de 2020, somava quase 10 bilhões de reais em obras não realizadas ao longo de 24 anos.

Em requerimento de informações protocolado nesta quarta-feira (17), o deputado estadual Requião Filho questiona o Secretário de Infraestrutura e Logística Sandro Alex no intuito de compreender como serão realizadas as contratações, bem como os detalhes desta logística de operação.

“Quem sabe assim a gente fica sabendo, de verdade, o que pretende o Governo Ratinho Júnior, uma vez que desrespeita esta Casa de Leis, quando há muito questionamentos feitos por diversos deputados e que até agora não foram respondidos. Mas na imprensa já circula a propaganda do que irá fazer e nós, responsáveis por esta fiscalização, somos os últimos a saber”.

Para o parlamentar, chama atenção também o fato do Governo demonstrar interesse em terceirizar o levantamento da dívida deixada pelos atuais contratos de pedágio.

“Isso só demonstra como são incompetentes. Não têm sequer a capacidade de realizar uma fiscalização, precisa terceirizar até isso. Tudo é privado! Afinal, o que restou ainda de público ao Estado do Paraná? Pra quem venderam nosso Estado? Quem governa de fato o nosso Paraná?”, questionou

Foto: DALIE FELBERG / ALEP

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