Outubro Rosa: 74 mil mulheres devem receber diagnóstico de câncer de mama nos próximos três anos no Brasil

Outubro Rosa: 74 mil mulheres devem receber diagnóstico de câncer de mama nos próximos três anos no Brasil

O câncer é um desafio global de saúde, mas não precisamos enfrentá-lo com medo. Afinal, o conhecimento e a prevenção são nossos aliados mais fortes. Segundo o Global Cancer Observatory, o câncer de mama é o tipo mais comum em todo o mundo para o sexo feminino, afetando cerca de 11,7% dos casos novos, o que equivale a 2,3 milhões de pessoas (dados de 2020). Esses números podem parecer assustadores, mas trazem uma importante mensagem: estamos cientes do problema e estamos aqui para lidar com ele.

No Brasil, as estimativas do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para os próximos três anos indicam que haverá cerca de 704 mil novos casos de câncer, sendo 74 mil (10,5%) deles de câncer de mama. Na Região Sul, o índice de risco é de aproximadamente 71,44 casos por 100 mil mulheres.

Para informar a população a buscar a prevenção, o Instituto de Oncologia do Paraná (IOP) lança a campanha Outubro Rosa com o lema “O cuidado com o amanhã começa hoje”. Este é um chamado para que todas as mulheres se conscientizem sobre a importância de manter a qualidade de vida e realizar exames regulares. Um dos passos simples é o autoexame das mamas, que pode ser feito em casa de forma regular, aliado a consultas anuais com um ginecologista e exames, como a mamografia, que ajudam a detectar a doença precocemente, quando o tratamento apresenta maior efetividade.

Dra. Rosane do Rocio Johnsson, oncologista clínica do IOP, explica as etapas do autoexame das mamas. “Comece examinando os seios em um espelho com as mãos no quadril. Veja se os seios estão com tamanho, formato e cor normais, sem distorção ou inchaço. Se você observar alguma das seguintes alterações, leve-as ao conhecimento do seu médico: ondulações; enrugamentos ou protuberâncias na pele; um mamilo que mudou de posição ou um mamilo invertido (empurrado para dentro em vez de sair); vermelhidão; dor; erupção cutânea ou inchaço”, explica.

Na segunda etapa, as mulheres devem levantar os braços para procurar as mesmas mudanças. Na etapa seguinte, procure sinais de fluido mamário (tipo de uma secreção ou líquido). Em seguida, sinta os caroços nos seios enquanto está deitado e, depois, em pé ou sentado.

De acordo com a especialista, tratar com sucesso o câncer de mama significa livrar-se do câncer ou mantê-lo sob controle por um longo período. “Mas, como o câncer de mama é composto por muitos tipos diferentes de células cancerosas, livrar-se de todas essas células pode exigir tratamentos que podem ser combinados como: cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapia hormonal (terapia antiestrogênica), terapia direcionada e imunoterapia. “Nossa missão como médicos é ajudar as pessoas a compreenderem as complexas informações médicas e pessoais sobre a saúde da mama e o câncer de mama, para que possam tomar as melhores decisões para suas vidas. Encontrando respostas confiáveis sobre diagnóstico, plano de tratamento, opções cirúrgicas mas, principalmente, para que possam viver uma vida plena além do câncer de mama”, complementa a Dra. Rosane.

Claudia Maria Gabardo, aos 27 anos, enfrentou seu primeiro diagnóstico de câncer de mama, passando por tratamentos e cirurgias. Em 2018, um novo tumor a fez perceber a gravidade da situação, mas encontrou apoio na Dra. Rosane, que a guiou por uma jornada de tratamento e recuperação. Em 2021, o terceiro diagnóstico trouxe novos desafios, mas Claudia responde bem ao tratamento. Com a mutação genética CHECK 2, ela destaca a importância do acompanhamento médico e multidisciplinar oferecido pelo IOP. Claudia prova que o câncer pode ser enfrentado com coragem, informação e determinação, vivendo a vida plenamente aos 42 anos. Seu exemplo destaca a importância do diagnóstico precoce e da esperança na luta contra o câncer. Outubro Rosa nos lembra que o câncer tem cura, e a vida continua.

Nossa mensagem é clara: o outubro Rosa é sobre cuidado, conhecimento e apoio. Juntos, estamos fortalecendo nossa determinação de enfrentar esse desafio com coragem e compaixão. Vamos em frente, abraçando o futuro com a certeza de que estamos fazendo a diferença.

Hereditariedade – Cerca de 10% dos casos de câncer de mama são causados por mutações de genes herdados dos pais. Em Curitiba (PR), o Mantis Diagnósticos Avançados oferece uma série de exames para análise dos genes BRCA1 E BRCA2, sendo que o exame adequado varia de acordo com o histórico clínico e familiar do paciente.

“Os genes BRCA1 (Breast Cancer Gene 1) e BRCA2 (Breast Cancer Gene 2) são genes humanos que desempenham um papel crítico na supressão do câncer de mama e do câncer de ovário. Eles são conhecidos como genes supressores de tumor e são fundamentais na prevenção do desenvolvimento de células neoplásicas. Quando mutados, aumentam entre 44% e 88% a chance do indivíduo desenvolver a síndrome de câncer de mama e ovário hereditário”, explica Juliana Nogueira Maximiano, Bióloga e Mestra em Genética pela UFPR, analista de laboratório de biologia molecular do Mantis.

Ela afirma que a decisão de fazer exames genéticos para o câncer de mama deve ser baseada em uma avaliação individualizada de risco, levando em consideração vários fatores: o histórico familiar, pessoal e a idade de diagnóstico precoce.

“Um histórico familiar de câncer de mama ou outros tipos – especialmente câncer de ovário —, principalmente se houver casos em parentes de primeiro grau (como mãe, irmã ou filha), pode aumentar a probabilidade de uma predisposição genética e justificar a consideração de testes genéticos. Além disso, indivíduos ou familiares que foram diagnosticados com câncer de mama em idade precoce (antes dos 50 anos), também podem indicar risco genético. E, no histórico pessoal, indivíduos diagnosticados com câncer de mama em ambos os seios (câncer bilateral) ou câncer de ovário, podem considerar fazer os testes”.

Simpósio – Durante o Outubro Rosa o IOP, além de focar na prevenção e no diagnóstico precoce, também incentiva eventos científicos multidisciplinares. No dia 28 de outubro, das 8h às 13h30, será realizado o Simpósio IOP de Câncer de Mama, no Grand Mercure Curitiba Rayon.

“A programação científica foi definida com muito carinho, englobando temas importantes como abordagens no câncer de mama inicial, câncer de mama translacional, situações especiais e discussão de casos clínicos. Foram convidados profissionais de extrema qualificação do Paraná e haverá a participação especial da Dra. Solange Sanches, oncologista clínica, e do Dr. Alfredo Barros, mastologista, ambos de São Paulo, nomes sobejamente conhecidos da classe científica brasileira”, afirma o Dr Sérgio Hatschbach, mastologista, cirurgião oncológico e responsável pela Comissão Científica do Simpósio.

O evento é exclusivo para médicos. As inscrições são gratuitas e limitadas e podem ser feitas pelo site https://www.simposioiop.com.br

Mais informações:

Mateus Leme

Rua Mateus Leme, 2631 B

(41) 3207-9797

Batel

Rua Saldanha Marinho, 1814

(41) 3207-9798

Oncoville

Marginal Rodovia BR-277, 1437

(41) 3099-5800

Hospital Marcelino Champagnat

Av. Presidente Affonso Camargo, 1399

(41) 3087-7600

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Redação O Diário de Maringá

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