Marketing ético potencializa poder de vendas, diz pesquisa

Marketing ético potencializa poder de vendas, diz pesquisa

Marcas que investem em sustentabilidade têm preferência de compra. É assim que pensam 95% dos entrevistados em uma pesquisa feita pela Associação Paulista de Supermercados (APAS). Além disso, 66% disseram ter deixado de comprar um produto ou frequentar um estabelecimento ao saber que a empresa responsável não teve uma conduta ética.

Os dados mostram a preocupação dos consumidores diante do comportamento das marcas. Eles estão atentos ao impacto de suas ações no meio ambiente e na sociedade, tendência que vem sendo detectada há alguns anos. 

“A jornada rumo à sustentabilidade e ética no marketing não é apenas sobre adaptar mensagens, mas sobre uma transformação interna das empresas”, destaca Adriano Kogachi Sá, especialista no tema e sócio-diretor da empresa A/S Gestão e Marketing. “Quando uma marca integra genuinamente práticas sustentáveis em todos os aspectos de seu negócio, desde a cadeia de suprimentos até a comunicação com o cliente, ela se torna uma verdadeira líder na construção de um futuro mais verde e justo.”

Em 2015, quase uma década atrás, a empresa de pesquisa de mercado Nielsen já havia apontado que 66% dos consumidores estavam dispostos a pagar mais caro por produtos de companhias comprometidas com a natureza e com a responsabilidade social.

Nesse contexto, muitos negócios fazem uso do marketing ético ao enfatizar não apenas as qualidades da mercadoria ou serviço, mas também o efeito positivo por trás do processo de produção. Um exemplo são as embalagens contendo a informação de que foram aproveitados materiais reciclados. 

Outra situação bastante comum é usar as redes sociais ou o site da empresa para informar ao cliente que parte das vendas é revertida para projetos focados em sustentabilidade e proteção ambiental.

Benefícios do marketing ético

Sá explica que essa prática traz frutos ao negócio, como maior lealdade à marca, aumento das vendas e até mesmo a expansão do mercado-alvo.

Os benefícios, no entanto, não se resumem à parte financeira e levam também a uma mudança de consumo por parte do público. “Quando as empresas adotam práticas éticas e sustentáveis, não estão apenas conquistando clientes: estão liderando um movimento”, diz. “Essa abordagem vai além de vender produtos e inclui contar histórias que ressoam com a consciência cada vez mais ambiental do consumidor moderno.”

Para o especialista, a empresa passa a atuar como um agente de mudança, levando o público a refletir sobre suas ações. Dessa forma, contribui para um mundo mais sustentável, com melhor aproveitamento de recursos, redução de desperdícios e uso de produtos biodegradáveis.

Sá ressalta que, para que a marca seja bem-sucedida em seu propósito, o compromisso ético e sustentável precisa estar impregnado na cultura da empresa, indo da cadeia de suprimentos até a comunicação e o marketing. Isso inclui ter transparência nas práticas comerciais e comunicar, de forma clara e autêntica, os valores da companhia.

“Integrar o marketing ético estrategicamente é, além de uma visão atraente, uma peça-chave para o sucesso duradouro. As marcas que alinham sua missão à sustentabilidade tornam-se faróis de inovação e responsabilidade”, finaliza.

Para saber mais, basta acessar: https://adrianosa.com.br/ ou seguir os perfis no Instagram e LinkedIn

DINO