Emagrecimento sustentável requer abordagem integral

Uma revisão sistemática de artigos, que observaram adultos com sobrepeso e obesidade que tiveram perda de peso sem cirurgia ou medicação, concluiu que o automonitoramento do peso, o automonitoramento da alimentação, o aumento da atividade física e uma alta autoestima física, ou seja, sentir-se bem com o próprio corpo, interferem positivamente na manutenção da perda de peso. O estudo foi publicado pela revista Obesity Reviews.
Já a alta desinibição interna (falta de autocontrole) e o desencorajamento familiar para a alimentação saudável atrapalham bastante a manter o peso perdido. A análise propõe que é essencial investir em estratégias que aumentem a autonomia das pessoas para mudar e manter seus comportamentos saudáveis.
Dra. Viviane Oliveira, médica especialista em Endocrinologia, Metabologia e Medicina do Estilo de Vida e proprietária da clínica EndoQuali, corrobora que o emagrecimento sustentável depende de uma série de outros fatores além da alimentação e do exercício, como a qualidade do sono, o nível de estresse, o equilíbrio hormonal, os padrões comportamentais e emocionais em relação à comida e a forma como o organismo metaboliza os nutrientes.
“A maneira como a pessoa se relaciona com a alimentação – se há momentos de compulsão, se a comida se torna um refúgio para lidar com emoções ou se há dificuldades em manter constância nas escolhas, também influencia diretamente no processo”, explica a especialista.
De acordo com Dra. Viviane Oliveira, quando o foco está apenas na perda de peso, sem considerar os outros aspectos, o peso dificilmente será mantido a longo prazo e as oscilações tornam-se mais comuns.
“Sem um olhar amplo e contínuo para esses fatores, o corpo tende a recuperar os quilos perdidos e a jornada do emagrecimento se torna um ciclo de frustrações. Por isso, uma abordagem estruturada, que vá além do número na balança, é essencial para garantir resultados consistentes e duradouros”, alerta a médica.
A especialista em Medicina do Estilo de Vida pontua que o sono e o estresse são fatores essenciais para o equilíbrio metabólico, mas muitas vezes negligenciados no processo de emagrecimento. Para ela, um tratamento eficaz para a perda de peso precisa olhar para esses fatores e ajudar o paciente a estabelecer um ritmo mais equilibrado, tanto no descanso quanto na resposta ao estresse do dia a dia.
“O sono inadequado afeta a regulação dos hormônios da fome e da saciedade, aumentando o apetite, especialmente por carboidratos e ultraprocessados. Além disso, a privação de sono pode desacelerar o metabolismo e dificultar a queima de gordura. E o estresse crônico leva à produção aumentada de cortisol, hormônio que influencia o armazenamento de gordura, especialmente na região abdominal”, especifica Dra. Viviane Oliveira.
Segundo a endocrinologista, para um emagrecimento saudável e duradouro, é fundamental avaliar indicadores que refletem a saúde metabólica como um todo. Para isso, são considerados os exames de resistência insulínica, de função tireoidiana, a bioimpedância – essencial para diferenciar peso de gordura corporal e massa muscular, calorimetria indireta (que mede o gasto calórico em repouso), teste genético, entre outros.
“Outros exames laboratoriais são solicitados conforme cada caso, para investigar possíveis deficiências nutricionais ou alterações metabólicas que possam impactar o emagrecimento. A individualização do tratamento acontece através de programas de acompanhamento personalizados, que ajustam cada etapa do processo conforme as necessidades do paciente”, esclarece a especialista.
Individualização do tratamento para perda de peso
A Comissão Lancet de Diabetes e Endocrinologia propôs novos critérios diagnósticos da obesidade, em artigo publicado em janeiro deste ano. O estudo destaca que a partir das constatações, existe a oportunidade de transformar o tratamento da obesidade, de um sistema no qual os indivíduos são vistos sob um único rótulo em um sistema que reconhece a saúde e as necessidades únicas de cada pessoa.
Dra. Viviane Oliveira afirma que existem evidências sólidas de que o fator mais determinante para o sucesso do emagrecimento não é apenas a estratégia escolhida, mas principalmente a adesão ao tratamento. “O acompanhamento continuado fornece suporte, ajustes e direcionamento para que o paciente consiga manter os resultados de forma realista e consistente. Cada pessoa é única e merece um acompanhamento único”.
A especialista lembra que o que funciona para uma pessoa pode não ser eficaz para outra, por isso é importante uma avaliação personalizada, para direcionar qual é a melhor estratégia para cada paciente, considerando não apenas o emagrecimento, mas a saúde a longo prazo. Em alguns casos, o uso de medicamentos pode ser uma ferramenta eficaz que ajuda na regulação do apetite e no controle metabólico.
Dra. Viviane Oliveira desenvolveu métodos para pessoas que desejam uma abordagem mais ampla para o emagrecimento. O EndoQuali Care é um programa de acompanhamento para pacientes que desejam melhorar sua saúde metabólica e hormonal. Ele engloba consultas médicas, análise de exames e um plano de tratamento individualizado, focado na alimentação, controle do estresse, qualidade do sono e equilíbrio hormonal.
Já o EndoQuali Prime é voltado para pacientes que buscam um acompanhamento intensivo para perda de peso e reeducação alimentar. Além do suporte endocrinológico, inclui estratégias personalizadas para mudanças no estilo de vida, aplicado à melhora do metabolismo e do bem-estar geral.
Para saber mais sobre os programas de acompanhamento personalizados da EndoQuali, basta acessar: https://endoquali.com