Giselli Bianchini: ameaça, redes sociais e a guerra ideológica sobre ‘comunismo’ no Brasil

Giselli Bianchini: ameaça, redes sociais e a guerra ideológica sobre ‘comunismo’ no Brasil

Nos últimos dias, a vereadora Giselli Bianchini, conhecida por seu posicionamento contra a regulação das redes sociais e pela defesa de um suposto combate ao comunismo no Brasil, afirmou ter sido ameaçada por um perfil fake nas redes sociais. A denúncia levanta a necessidade de apuração rigorosa dos fatos para verificar a veracidade das ameaças e a identificação dos responsáveis.

Caso comprovada a ameaça, o episódio ilustra um paradoxo na postura da própria vereadora, que em diversas ocasiões se manifestou contrária a qualquer tipo de regulação das redes sociais. A principal justificativa dos que defendem regras mais claras para as plataformas digitais é justamente evitar que perfis anônimos sejam utilizados para a prática de crimes como ameaças, difamação e discurso de ódio, garantindo que os responsáveis sejam devidamente identificados e responsabilizados.

Em outros meios de comunicação, como rádio, televisão, jornais impressos e portais de notícias, existem normativas que permitem rastrear e punir eventuais abusos. No entanto, redes sociais como Twitter, Facebook e Instagram ainda enfrentam dificuldades na aplicação de regras que coíbam tais práticas. O caso da vereadora reforça a importância do debate sobre o tema.

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Recentemente, Giselli Bianchini foi até uma rodovia para remover uma faixa que pedia para que golpistas não fossem anistiados, alegando que, naquele local, seria ilegal. No entanto, a vereadora parece ter se esquecido de que, ao participar de um ato em Maringá para pedir um golpe de Estado, discursava em uma avenida da cidade bloqueada, dificultando o acesso ao Hospital Universitário. Esse bloqueio ocorreu diversas vezes e causou um verdadeiro caos no trânsito.

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Além disso, a pauta defendida por Giselli Bianchini contra um suposto “comunismo” no Brasil não encontra respaldo na realidade política do país nos últimos 30 anos. Não há indícios concretos de uma tentativa de implantação de um regime comunista, sendo a narrativa adotada pela parlamentar mais um discurso ideológico para ganhar votos do que um reflexo de fatos históricos ou políticos reais. A única tentativa de ruptura democrática registrada recentemente foi o movimento de cunho golpista ocorrido no início de 2023, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro incentivaram uma intervenção militar. A própria vereadora foi vista em frente ao Tiro de Guerra de Maringá, defendendo tal ação.

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Curiosamente, regimes que ascenderam ao poder por meio de intervenções militares, como o de Nicolás Maduro na Venezuela, apresentam características autoritárias que contrariam os princípios democráticos. Se houvesse uma intervenção militar no Brasil para manter Bolsonaro no poder, o resultado poderia ser semelhante ao que ocorreu na Venezuela: a concentração de poder, o cerceamento de liberdades individuais e o enfraquecimento das instituições democráticas.

O Brasil continua sendo um país democrático, onde a liberdade de expressão e a pluralidade de ideias são garantidas pela Constituição. O caso da vereadora Giselli Bianchini deve ser investigado com seriedade, mas também serve como reflexão sobre a necessidade de regulação das redes sociais e sobre as contradições no discurso político de algumas lideranças.

Gilmar Ferreira

Gilmar Ferreira

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