Jornalistas ou advogados: quem enfrenta mais riscos no Brasil?

Jornalistas ou advogados: quem enfrenta mais riscos no Brasil?


A discussão sobre segurança pública no Brasil se intensifica à medida que cresce o número de Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CACs) e aumentam os indícios de desvio de armas legalmente registradas para o crime. Embora ainda não existam estatísticas consolidadas sobre a participação de CACs em atividades criminosas, casos isolados e preocupantes reforçam a necessidade de políticas públicas mais rigorosas no controle do armamento civil. Esse debate torna-se especialmente relevante quando se considera a vulnerabilidade de algumas categorias profissionais diante da escalada da violência.

Nesse cenário, é pertinente comparar os riscos enfrentados por duas profissões essenciais ao Estado Democrático de Direito: jornalistas e advogados.

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Segundo dados da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), em 2023 foram registrados 330 casos de agressões contra jornalistas no Brasil. Embora esse número represente uma redução de 40,7% em relação ao ano anterior, ainda revela um ambiente hostil ao exercício da profissão. As agressões variam entre ameaças, intimidações, ataques físicos e tentativas de silenciamento, muitas vezes protagonizadas por agentes públicos ou militantes extremistas. A natureza investigativa do jornalismo e sua função de fiscalizar o poder tornam os profissionais da área alvos constantes de represálias, especialmente em tempos de polarização política e disseminação de desinformação.

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No caso dos advogados, embora haja relatos frequentes de ameaças — especialmente entre os que atuam em áreas sensíveis, como o direito penal e o combate ao crime organizado —, a ausência de dados sistematizados sobre violência direcionada a essa categoria dificulta uma avaliação objetiva do grau de risco. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) tem se posicionado em defesa de mecanismos de proteção institucional e apoio psicológico a profissionais ameaçados, mas não há, até o momento, indícios de que o número de ataques a advogados se aproxime da violência sofrida por jornalistas.

Apesar disso, há advogado recém-formado que se aventura como comentarista de diversos assuntos que não domina, divulga fake news, utiliza palavras de baixo calão com frequência em seus comentários e já chegou a confessar, em uma de suas falas, ter lançado ovos contra autoridades — conduta tipificada como crime, conforme o artigo 331 do Código Penal (desacato). Além disso, tentou intimidar a vinda de uma deputada (hoje ministra), afirmando que ela “deveria ter culhão” para vir a Maringá.

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É o mesmo que defende a posse de armas como forma de autodefesa. Se ele consegue usar um ovo como arma para combater quem pensa diferente, imagina se teria preparo psicológico para portar uma arma de fogo.

Trata-se de um argumento que contrasta com a postura majoritária dos jornalistas, que, mesmo sendo estatisticamente mais suscetíveis à violência, não protagonizam movimentos em defesa do armamento da categoria. Isso sugere que, para os comunicadores, a arma é vista menos como um instrumento de proteção e mais como um potencial agravante da violência — uma ferramenta de ataque, e não de defesa.

Essa diferença de percepção sobre segurança revela muito sobre os valores que orientam cada profissão. Enquanto a advocacia, especialmente em certos nichos, tende a recorrer à proteção individual armada, o jornalismo, mesmo sob constantes ameaças, parece manter firme sua crença no fortalecimento institucional e na democracia como caminhos para garantir a liberdade e a segurança no exercício da profissão.

Por fim, cabe lembrar que existem três classes que usam armas: a polícia, o bandido e o cidadão de bem medroso. Se armas realmente fossem garantia de segurança, carros-fortes e até batalhões de polícia não seriam atacados por criminosos, mesmo estando armados e bem preparados. O cidadão comum, armado pelo medo, torna-se um risco em potencial. O medo o faz agir de forma desproporcional em brigas de trânsito, conflitos entre vizinhos ou até mesmo diante de um simples término de relacionamento. E é justamente nesse ponto que a discussão sobre o armamento civil perde o sentido: a arma, em mãos erradas — ou temerosas —, não protege. Ela ameaça.

TV Diário
Gilmar Ferreira

Gilmar Ferreira

Perfil Profissional: Gilmar Ferreira (MTB 0011341/PR) Gilmar Ferreira consolida uma carreira multifacetada como jornalista, apresentador de programas de TV e mestre de cerimônias, unindo o rigor da investigação à fluidez da comunicação ao vivo. Com atuação destacada no Paraná e Santa Catarina, ele imprime autoridade técnica e sensibilidade humana em cada projeto que lidera. Atuação Estratégica Atual Diretor de Redação: O Diário de Maringá. Comentarista: Programa Paraná Cidadesno Canal 10.1 e RDR FM 93,3. Mestre de Cerimônias: Atuação oficial em eventos de destaque no Estado do Paraná. Experiência em Televisão Reconhecido pela presença de vídeo e condução de pautas complexas, Gilmar atuou como apresentador de programas e âncora nas seguintes emissoras: TV Maringá (Band) RIC TV Maringá (Record) Record News (Rede Mercosul) RTV 10 Maringá Trajetória no Rádio Com passagens por emissoras líderes de audiência, sua voz é referência em informação e entretenimento: Paraná: Jovem Pan FM, Metropolitana FM, Rede de Rádios, Globo FM, Rádio Colorado AM e Eden FM. Santa Catarina: Rádio Menina FM e Rádio Globo AM (Blumenau)

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