R24R: técnica de recuperação que facilita o pós-operatório
A cirurgia plástica passou a incorporar diferentes métodos de cuidado com o paciente no pós-operatório. Um dos protocolos utilizados nesse contexto é o R24R, que tem como proposta promover mobilidade precoce, controle da dor e melhora funcional nas primeiras 24 horas após determinados procedimentos.
De acordo com publicações médicas internacionais, como as diretrizes do Enhanced Recovery After Surgery (ERAS), protocolos de recuperação acelerada têm sido associados à diminuição de complicações e à maior satisfação do paciente. O R24R se baseia em conceitos similares, aplicados à cirurgia plástica eletiva, em especial procedimentos mamários como mastopexia, mamoplastia redutora, inclusão e troca de implantes mamários.
Entre os elementos clínicos considerados no protocolo estão:
- Estratégias anestésicas ajustadas para redução da dor;
- Técnicas cirúrgicas menos invasivas;
- Planejamento pré-operatório com orientações claras;
- Incentivo à mobilidade precoce, respeitando os limites clínicos;
- Monitoramento contínuo durante o período de recuperação.
Segundo a cirurgiã plástica Dra. Maria Júlia Norton (CRM 52.878669), "o protocolo permite que as pacientes realizem movimentos leves já nas primeiras 24 horas, com o objetivo de diminuir a rigidez muscular e aumentar o conforto no pós-operatório imediato".
Estudos indicam que a mobilização precoce pode reduzir o risco de trombose venosa profunda, melhorar a função respiratória e acelerar a recuperação emocional de pacientes cirúrgicos. De acordo com a American Society of Plastic Surgeons (ASPS), protocolos que promovem analgesia eficiente e envolvimento ativo do paciente no processo pós-operatório contribuem para melhores desfechos clínicos.
A aplicação do R24R em cirurgias de mama tem sido observada por profissionais como viável e condizente com os princípios de recuperação funcional. A literatura médica, incluindo revisões clínicas sobre cirurgia ambulatorial e recuperação rápida, sugere que pacientes podem retornar a funções básicas, como higiene pessoal, deambulação e alimentação assistida, em tempo reduzido quando bem orientadas.
Dra. Maria Júlia Norton acrescenta: "A proposta não é antecipar etapas da cicatrização, mas permitir que a mulher se sinta funcional, amparada e bem orientada durante todo o processo".
O protocolo envolve acompanhamento individualizado, com revisão nas primeiras 24 a 48 horas, orientações sobre movimentação segura e detecção precoce de intercorrências. Esses elementos estão alinhados com as recomendações de sociedades médicas que destacam a importância da monitorização ativa e da comunicação clara com a paciente no pós-operatório.
Segundo a Dra "a cicatrização segue o tempo biológico de cada organismo, mas pode ser favorecida pela redução de traumas cirúrgicos, menor inflamação local e pela manutenção da circulação periférica. Esses fatores contribuem para uma recuperação mais eficaz e com menor índice de complicações".
Sobre a Dra. Maria Júlia Norton
Cirurgiã plástica com atuação no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro. É especializada em procedimentos mamários, incluindo mastopexia, mamoplastia redutora e explante de próteses. Atende exclusivamente em consultório particular e realiza cirurgias nos hospitais Copa D’Or e Copa Star, ambos reconhecidos por sua infraestrutura e protocolos de segurança hospitalar.
Mais informações estão disponíveis em: https://mariajulianorton.com.br


